CSN (CSNA3) dá passo importante para desalavancagem com venda de braço de cimentos

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A CSN (CSNA3) anunciou nesta sexta-feira (30) um acordo de exclusividade de dez dias com a chinesa Huaxin para a venda da CSN Cimentos, por um valor de empresa (EV) de R$ 12,7 bilhões. O negócio implica um múltiplo EV/Ebitda (Valor da Firma sobre Ebitda) de 7,0 a 7,5 vezes, ante 4,5 a 5,0 vezes para a CSN. A expectativa é que os contratos definitivos sejam assinados nos próximos dias.Leia mais: – Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira– Temporada de balanços do 3T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoA XP Investimentos classifica o anúncio como positivo, uma vez que a transação reduziria a dívida líquida da CSN de R$ 42,1 bilhões para R$ 29,4 bilhões. Além disso, ao excluir a contribuição de R$ 1,6 bilhão da CSN Cimentos do Ebitda dos últimos 12 meses, a alavancagem consolidada cairia de aproximadamente 3,5 vezes para 2,8 vezes, uma redução relevante de cerca de 0,7 ponto percentual, segundo estimativas dos analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano.Na avaliação da XP, a operação reduz as preocupações de curto prazo com a estrutura de capital da companhia, ao enfrentar um dos principais fatores de pressão sobre a tese de investimento e reforçar a execução da estratégia de venda de ativos do grupo. A equipe de analistas da XP ressalta que os desinvestimentos são um componente fundamental do plano de desalavancagem da CSN, diante de suas elevadas necessidades de caixa. Nesse contexto, o avanço na venda da CSN Cimentos representa um passo importante para reduzir os riscos de queda associados à tese, especialmente em um cenário mais desafiador para o minério de ferro e o mercado doméstico brasileiro.O Bradesco BBI também avalia positivamente a operação. Embora a CSN ainda precise realizar outros desinvestimentos para reduzir sua alavancagem a níveis mais saudáveis, a conclusão da venda da CSN Cimentos proporcionaria um alívio relevante ao balanço, deixando a companhia em posição mais favorável para entrar em 2027 e dando mais tempo para executar sua estratégia mais ampla de venda de ativos. Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai, mas reduz perdas com ajuda de VALE3 e PETR4Bolsas de Nova York começam dia com amplas quedasO banco estima que a transação tenha potencial para reduzir as despesas anuais com juros em quase R$ 1,5 bilhão.Na mesma direção que XP e BBI, o JPMorgan considera a notícia positiva para a tese de investimento da companhia, pois a venda da divisão de cimento é o pilar central do plano de desalavancagem da CSN. O avanço para a etapa de assinatura dos contratos elimina um importante fator de pressão sobre as ações. O preço anunciado implica múltiplo EV/Ebitda de aproximadamente 7,7 vezes com base nas estimativas para 2026, mas de 6,8 vezes nas projeções do banco para 2028, ante múltiplo justo de 8 vezes utilizado no modelo do JPMorgan. O valor está amplamente em linha com informações divulgadas pela imprensa.Para o JPMorgan, os recursos das vendas também dão à CSN um caminho claro para quitar o empréstimo-ponte de cerca de R$ 6 bilhões. Apesar dos avanços, a alavancagem permanece elevada, e novos desinvestimentos, assim como a melhora do desempenho operacional, continuam sendo fundamentais.Embora a operação ainda não esteja concluída e haja outras etapas pela frente, o JPMorgan considera o acordo um passo importante na reestruturação da CSN.O Citi considera a notícia positiva, pois contribui para o processo de desalavancagem da CSN. No entanto, diante do cenário atual de juros mais elevados no Brasil e das revisões para baixo nas estimativas para a CSN Mineração (CMIN3), o banco acredita que a companhia continuará buscando reduzir o endividamento de seu balanço.The post CSN (CSNA3) dá passo importante para desalavancagem com venda de braço de cimentos appeared first on InfoMoney.