SMAL11 ou XCAP11: veja as principais diferenças dos ETFs de small caps da B3

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SMAL11 ou XCAP11: veja as principais diferenças dos ETFs de small caps da B3Investir em small caps pela Bolsa brasileira é uma forma de buscar exposição a empresas de menor capitalização de mercado. Na B3, o investidor pode fazer isso por meio de ETFs, fundos que replicam índices e têm cotas negociadas como ações. Entre as alternativas estão o SMAL11, da BlackRock, e o XCAP11, da XP Asset.Embora os dois fundos tenham como foco as empresas de menor valor de mercado, eles seguem índices diferentes. O SMAL11 acompanha o Índice Small Cap da B3, enquanto o XCAP11 replica o Índice Small Cap Smart Rebal B3, lançado em agosto de 2026. A principal diferença está na metodologia de composição das carteiras. O índice tradicional seleciona e pondera os ativos de acordo com critérios de capitalização e negociabilidade. Já o Smart Rebal procura reduzir o giro da carteira por meio de ajustes graduais nas entradas e saídas de empresas.Os custos também diferem: o SMAL11 tem taxa de administração de 0,50% ao ano, enquanto a taxa de administração informada para o XCAP11 é de 0,30% ao ano.SMAL11 e XCAP11: quais são as diferenças?O SMAL11 é o iShares BM&FBOVESPA Small Cap, ETF da BlackRock negociado desde 2008. O fundo busca acompanhar o desempenho do Índice Small Cap da B3, que reúne ações e units de empresas de menor capitalização que atendem aos critérios de elegibilidade e negociabilidade do indicador.O XCAP11, por sua vez, é o Trend ETF Small Caps Smart Rebal B3, da XP Asset. O fundo começou a ser negociado em agosto de 2026 e acompanha o Índice Small Cap Smart Rebal B3, desenvolvido para representar o mesmo segmento do mercado com uma metodologia de transição gradual dos ativos.CaracterísticaSMAL11XCAP11GestoraBlackRockXP AssetÍndice de referênciaÍndice Small Cap da B3Índice Small Cap Smart Rebal B3Início de negociação2008Agosto de 2026Taxa de administração0,50% ao ano0,30% ao anoEstratégia de rebalanceamentoRebalanceamento periódico do índice tradicionalEntrada e saída graduais de ativosObjetivoAcompanhar o desempenho das small caps elegíveisAcompanhar as small caps buscando reduzir o giro da carteiraComo funciona o índice do SMAL11?O SMAL11 busca acompanhar o Índice Small Cap da B3, que reúne ações e units de empresas de menor capitalização de mercado. Para integrar o indicador, os ativos precisam atender a critérios de elegibilidade, negociabilidade e presença em pregão.A seleção considera, entre outros fatores, empresas que ficam fora do grupo responsável pelos 85% de maior participação no valor de mercado das companhias listadas na Bolsa. O índice também utiliza a capitalização de mercado ajustada pelo free float (a parcela das ações efetivamente disponível para negociação) para determinar os pesos dos ativos na carteira teórica.A carteira é revisada periodicamente, em ciclos quadrimestrais. Nessas revisões, empresas podem entrar ou sair do índice, e os pesos dos papéis podem mudar conforme as regras de composição.O ETF procura reproduzir esse comportamento, mantendo uma carteira alinhada ao indicador de referência. Como resultado, seu desempenho depende da variação das ações que compõem o índice e da eficiência com que o fundo acompanha as mudanças da carteira teórica.XCAP11: o que muda com o índice Smart Rebal?A principal inovação do XCAP11 está no índice que acompanha. O Small Cap Smart Rebal B3 foi lançado em agosto de 2026 com o objetivo de medir o desempenho das empresas de menor capitalização, mas com um mecanismo para reduzir o giro da carteira durante os rebalanceamentos.No índice tradicional, a inclusão ou exclusão de um ativo pode exigir uma mudança mais rápida na composição da carteira. No Smart Rebal, a transição ocorre em etapas.Quando uma ação entra no índice, por exemplo, passa a integrar a carteira com um terço de seu peso teórico no primeiro rebalanceamento, dois terços no segundo e o peso integral no terceiro. Na saída, o processo acontece de forma inversa, com redução gradual da participação até a exclusão completa.A B3 afirma que esse mecanismo busca diminuir as movimentações da carteira nos rebalanceamentos e oferecer maior previsibilidade para gestores e investidores.A metodologia também estabelece critérios próprios para a entrada e saída de empresas. Entre eles estão a capitalização de mercado, a negociabilidade, a presença em pregão e a exclusão de ações negociadas abaixo de R$ 1.Isso não significa que o XCAP11 necessariamente terá rentabilidade superior ao SMAL11. A proposta é reduzir o giro decorrente das mudanças de composição do índice, mas o desempenho continuará dependendo das ações selecionadas, das condições de mercado e dos custos do fundo.Taxas: quanto custa investir em SMAL11 e XCAP11?A taxa de administração é outra diferença entre os produtos. O SMAL11 cobra 0,50% ao ano, enquanto o XCAP11 tem taxa de administração de 0,30% ao ano.Em uma comparação simplificada, para um investimento de R$ 10 mil, uma taxa de 0,50% equivale a R$ 50 por ano, enquanto uma taxa de 0,30% corresponde a R$ 30. A diferença é de R$ 20 anuais, desconsiderando as variações do patrimônio e a forma de provisionamento das despesas.O custo menor pode ser uma vantagem para o XCAP11, especialmente para quem pretende manter o investimento por vários anos. Entretanto, a taxa não deve ser o único critério de escolha.Como os ETFs seguem índices diferentes, o retorno final também dependerá da composição da carteira, da evolução dos preços das ações e da eficiência com que cada fundo acompanha seu indicador. Além disso, o investidor deve considerar os custos de negociação e o spread entre as ofertas de compra e venda das cotas.Qual dos dois ETFs vale mais a pena?A escolha entre SMAL11 e XCAP11 depende do que o investidor busca ao investir em empresas de menor capitalização.O SMAL11 tem um histórico mais longo de negociação e acompanha o índice tradicional de small caps da B3. Isso permite analisar uma trajetória mais extensa de desempenho, embora resultados passados não garantam retornos futuros.O XCAP11, por sua vez, segue uma metodologia mais recente, que busca reduzir o giro da carteira por meio de mudanças graduais nas posições. O ETF também apresenta uma taxa de administração menor, de 0,30% ao ano.Como o XCAP11 começou a ser negociado apenas em agosto de 2026, ainda não possui um histórico de mercado comparável ao do SMAL11. Por isso, uma comparação de rentabilidade em períodos longos seria prematura.Antes de investir, vale avaliar os custos, a liquidez das cotas, a composição dos índices e a metodologia de rebalanceamento. Também é importante lembrar que small caps podem apresentar maior volatilidade e menor liquidez individual do que ações de empresas de grande capitalização.Assim, embora SMAL11 e XCAP11 ofereçam exposição a empresas menores da Bolsa brasileira, eles não são produtos idênticos. A escolha deve considerar as diferenças entre os índices e a estratégia de investimento de cada pessoa.