Fundo projeta dividendos até o fim do ano; saiba maisO Prisma Proton Energia FIP-IE, fundo de investimento em participações em infraestrutura listado na B3, projeta distribuir R$ 13,40 por cota em dividendos ao longo de 2026. A estimativa equivale a um total de R$ 59,1 milhões aos cotistas Classe A e a um dividend yield de 15,8%, considerando a cotação de R$ 84,66 registrada em 30 de setembro. O ticker do veículo é PPEI11.Desde fevereiro de 2026, o fundo adotou pagamentos mensais de dividendos, usualmente no fim de cada mês. A política de distribuição segue a disponibilidade de caixa e as regras de proventos das empresas investidas.Listada na bolsa desde outubro de 2020, a carteira reúne quatro autorizações de exploração de ativos de geração de energia solar, todos em operação. O veículo é destinado exclusivamente a investidores qualificados e concede benefício fiscal para pessoas físicas, conforme a regulamentação aplicável.No terceiro trimestre de 2026, a disponibilidade média dos ativos ficou entre 99,6% e 99,8%, acima da meta de 99% utilizada para a certificação da produção de energia pelo critério P50. No mesmo período, a produção consolidada alcançou 32 MWm, alta de 4,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025, influenciada pela maior incidência de recurso solar nos parques.A geração acumulada nos anos contratuais permaneceu acima dos volumes contratados nos quatro parques. Segundo o fundo, excedentes em relação à energia vendida em leilão podem ser cedidos a outras usinas do mesmo certame, mediante preço acordado bilateralmente.Receita do fundo avança 8,5% no terceiro trimestreA receita líquida consolidada somou R$ 34,67 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de R$ 2,71 milhões, ou 8,5%, ante igual período de 2025. Do avanço, R$ 1,23 milhão decorreu do reajuste pelo IPCA nos preços dos contratos de compra de energia (PPAs), enquanto R$ 1,48 milhão resultou do maior volume de geração.Os custos e as despesas aumentaram 14,9% na comparação anual. O relatório atribui a variação a efeitos de competência e ao reforço da estrutura administrativa e operacional. Parte do acréscimo está relacionada à internalização de atividades de manutenção, com contratação de mão de obra própria, compensada por menor gasto com serviços terceirizados de operação e manutenção.As despesas com juros totalizaram R$ 2,43 milhões no trimestre. Desse valor, R$ 1,84 milhão referiu-se aos encargos do financiamento junto ao Banco do Nordeste (BNB) e R$ 590 mil aos juros das debêntures de infraestrutura emitidas pela holding. A gestão projeta que a geração de caixa livre aos cotistas e a capacidade de distribuição tendem a crescer com a amortização das dívidas e a redução da alavancagem dos ativos ao longo do tempo.Restrição de geração atingiu duas usinas do portfólioUm risco acompanhado pela gestão é o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, instituído pela Aneel em novembro de 2025 para preservar a segurança operacional do sistema elétrico.A medida pode limitar a geração de usinas classificadas como Tipo III em situações críticas de controle de frequência. No portfólio do fundo, as usinas fotovoltaicas Esmeralda, vinculada à Celpe, e Sobrado, vinculada à Coelba, estão sujeitas a esse tipo de restrição.Em 23 de agosto de 2026, o ONS acionou o plano e determinou a restrição parcial do escoamento da energia produzida por ambas entre 11h e 13h. O volume de energia sujeito ao corte foi estimado em 59,51 MWh, com impacto financeiro calculado em R$ 29,3 mil.A administração ressalta que ainda não é possível estimar efeitos financeiros futuros dessas restrições, pois os impactos dependem do volume de energia cortado, dos critérios de rateio e de eventuais mecanismos de ressarcimento.Fundo acumula R$ 191,3 milhões em dividendos desde o IPOEm 30 de setembro de 2026, as cotas eram negociadas a R$ 84,66, o que correspondia a um valor de mercado de R$ 381 milhões. Desde o IPO, realizado em outubro de 2020, o fundo distribuiu R$ 191,3 milhões em dividendos acumulados, equivalentes a R$ 43,39 por cota.Na estreia na bolsa, a cota foi precificada em R$ 106,67, via bookbuilding, representando valor de mercado de R$ 480 milhões. Considerando os dividendos já pagos, o preço ajustado da cota era de R$ 63,28, equivalente a um valor de mercado de R$ 284,8 milhões.O volume médio diário negociado nos 90 dias anteriores ao fim de setembro foi de R$ 170 mil. Desde o IPO, a média diária de negociação ficou em R$ 620 mil. Ao final do período, o fundo tinha 2.356 cotistas.Além dos pagamentos previstos para 2026, a gestão destaca que a redução gradual do endividamento das empresas investidas pode favorecer o crescimento da geração de caixa livre e das distribuições futuras. A projeção de R$ 13,40 por cota é uma estimativa e não representa garantia de rentabilidade ou de pagamentos nesse patamar.