Após mais de 20 anos no espaço, telescópio da NASA tem destino definido

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A NASA encerrou oficialmente a missão do telescópio espacial Swift após tentativa de resgate falhar. O observatório, que passou mais de 20 anos estudando o Universo, está perdendo altitude e deve reentrar na atmosfera da Terra nas próximas semanas.A operação de resgate foi conduzida pela Katalyst Space Technologies, empresa do Arizona (EUA). A companhia desenvolveu a nave LINK para alcançar o telescópio e impulsioná-lo para uma órbita mais alta, permitindo que continuasse suas observações científicas.A tentativa, porém, não teve sucesso. Cerca de três semanas depois de ser lançada, em 3 de julho, a LINK apresentou problemas no sistema de propulsão e nas rodas de reação responsáveis por manter sua orientação. As falhas fizeram a nave girar em velocidade inesperada e impediram que ela capturasse e elevasse o Swift.Apesar disso, a LINK chegou a se aproximar do observatório e conseguiu fotografá-lo. A distância entre as duas naves ficou entre 12 e 15 quilômetros, mas não foi suficiente para concluir a operação.Missão do Swift durou mais de 20 anosO telescópio foi lançado à órbita terrestre em novembro de 2004, com a missão de estudar explosões de raios gama, alguns dos fenômenos mais energéticos do Universo;O equipamento havia sido projetado para funcionar por dois anos, mas permaneceu em operação por mais de duas décadas;Segundo a NASA, o Swift coletou seus últimos dados científicos em 20 de outubro. Ao longo da missão, observou mais de duas mil explosões de raios gama e estudou mais de 1,4 mil supernovas. O telescópio também observou asteroides, cometas e buracos negros, além de realizar levantamento de todo o céu em raios X;Os dados coletados pelo observatório contribuíram para cerca de sete mil artigos científicos publicados até agora. A agência espacial espera que o arquivo de observações continue servindo de base para novas descobertas por décadas;“Durante esse período, o Swift teve papel importante no avanço da nossa compreensão de um Universo em transformação e fez parte de revolução na astrofísica, que mostrou como observações rápidas são fundamentais para toda a comunidade científica”, afirmou Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA.Em agosto de 2026, a espaçonave robótica de manutenção LINK da Katalyst Space capturou esta imagem de um de seus painéis solares em órbita da Terra – Imagem: Espaço KatalystLeia mais:Telescópio gigante no Chile conta com participação brasileiraDepois do Webb e do Roman, NASA prepara novo telescópio espacialNASA desenvolve telescópio para observar ondas no espaço-tempoPor que o resgate não deu certo?O Swift estava perdendo altitude devido ao arrasto atmosférico e não possui propulsores capazes de compensar esse efeito. Em setembro de 2025, a NASA concedeu à Katalyst um contrato de US$ 30 milhões (cerca de R$ 162 milhões) para tentar salvar o observatório.A solução envolvia uma nave do tamanho aproximado de uma geladeira, equipada com três braços robóticos. A ideia era que a LINK alcançasse o Swift, o prendesse e o conduzisse a uma órbita mais alta.A missão era inédita: nenhuma nave privada havia capturado e elevado um satélite que não tivesse sido projetado para receber esse tipo de manutenção. A rapidez também era essencial, porque o Swift continuava perdendo altitude enquanto a operação era preparada.A tentativa não conseguiu prolongar a vida útil do telescópio. Mesmo assim, a NASA avaliou que o projeto contribuiu para o desenvolvimento de tecnologias de manutenção robótica no espaço e testou a capacidade de realizar operações desse tipo em prazos curtos.O Swift recebeu oficialmente o nome de Neil Gehrels Swift Observatory em 2018, em homenagem ao seu primeiro investigador principal, que morreu no ano anterior. Com o encerramento da missão, o observatório deve retornar à atmosfera terrestre nas próximas semanas, enquanto os dados acumulados continuarão disponíveis para pesquisas científicas.O post Após mais de 20 anos no espaço, telescópio da NASA tem destino definido apareceu primeiro em Olhar Digital.