O barril do petróleo Brent, utilizado como referência internacional de preços, chegou a tocar os US$ 116 na semana passada, enquanto empresas de tecnologia direcionam cada vez mais recursos para teses envolvendointeligência artificial (IA), algo que tem drenado os investimentos para outros segmentos da bolsa.A combinação de petróleo mais caro — o que significa uma inflação maior no futuro — e recursos cada vez menos disponíveis tende a pressionar o desempenho das demais empresas negociadas em bolsa. Entretanto, o UBS BB ainda enxerga um cenário positivo pela frente.Em relatório publicado na última sexta-feira (23), a instituição afirma que os movimentos de aversão ao risco foram intensificados após a divulgação dos resultados da Meta Platforms (META) na semana passada, cujas ações recuaram diante das preocupações dos investidores com o aumento dos gastos de capital necessários para sustentar a expansão de sua infraestrutura de IA.Entretanto, o UBS BB mantém uma visão construtiva para os ativos de risco. O banco projeta crescimento de 28% no lucro por ação das empresas do S&P 500 no terceiro trimestre (3T26), impulsionado principalmente pela demanda relacionada à inteligência artificial, pela melhora do ciclo industrial e pela resiliência do consumo.Oportunidades no ramo de inteligência artificial (IA)A instituição vê espaço para crescimento especialmente em empresas de grande porte e forte capacidade financeira, como as grandes provedoras de computação em nuvem e fabricantes de semicondutores.Por outro lado, há que se ter cautela com as chamadas “neoclouds”, empresas mais dependentes de financiamento e com modelos de negócio concentrados na oferta de capacidade computacional para IAJá no mercado de renda fixa, o UBS avalia que a recente alta dos rendimentos dos títulos americanos tornou os ativos de alta qualidade mais atrativos.O rendimento dos Treasuries de 10 anos recuou para 4,95% após uma descompressão na curva de juros norte-americana, mas continua em um patamar considerado interessante para geração de renda.O banco acredita que os juros devem cair moderadamente ao longo dos próximos 12 meses e segue recomendando exposição seletiva a títulos de média e longa duração.Além disso, o banco considera que uma exposição ampla a commodities pode servir como proteção contra eventuais interrupções prolongadas no fornecimento global de energia.