Ações da Motiva (MOTV3) despencam 30%, mas Citi vê oportunidade e eleva recomendação para compra

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O Citi passou a recomendar compra para as ações da Motiva (MOTV3) e reduziu o preço-alvo de R$ 20,40 para R$ 17,40. Segundo o banco, a mudança é resultado da liquidação dos ativos da companhia após as eleições. Desde segunda-feira (26), as ações da companhia acumulam queda de quase 30%.Além disso, a decisão incorpora os resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26) da companhia, divulgados na quarta-feira (28). No período, a Motiva reportou lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões, um crescimento de 9,8% em comparação ao último ano.Citi vê oportunidade após queda das ações da Motiva Na visão do Citi, os juros mais elevados justificam uma revisão das expectativas para os resultados e para o custo de capital da companhia, mas não explicam integralmente a forte desvalorização dos papéis.O banco destaca que a Motiva segue apresentando fundamentos operacionais sólidos, com avanços em eficiência de custos, melhora dos indicadores operacionais e maior disciplina na alocação de capital. Para os analistas, a recente queda das ações abriu uma oportunidade para adquirir uma companhia de qualidade a preços mais atrativos.Os números do trimestre reforçaram a visão mais construtiva do Citi sobre a empresa. Além do lucro líquido ajustado, a receita líquida ajustada atingiu R$ 3,89 bilhões, avanço de 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado somou R$ 2,58 bilhões, crescimento anual de 8,3%.Além disso, dos principais destaques apontados pelo Citi foi a forte geração de caixa da companhia. No trimestre, a Motiva gerou R$ 1,8 bilhão em caixa, acima da expectativa do banco.Banco projeta aceleração dos desembolsos no 4T26Embora o backlog de investimentos tenha avançado para R$ 62,7 bilhões, o Citi avalia que o montante está controlado. Apesar dos investimentos realizados no trimestre terem ficado abaixo das expectativas, o banco projeta uma aceleração dos desembolsos no quarto trimestre.Para o Citi, mesmo diante de um cenário de juros mais altos, a queda recente das ações parece desproporcional aos fundamentos da companhia.*Sob supervisão de Renan Dantas