O dólar estendeu as perdas da véspera com o enfraquecimento da moeda no exterior após decisão sobre juros nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (28), a divisa norte-americana encerrou cotada a R$ 5,3402, recuo de 0,19%, no mercado à vista. O movimento local acompanhou desempenho do dólar global, com o cenário externo em segundo plano e à espera da decisão de política monetária nos Estados Unidos. ]Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,17%, aos 102.151 pontos.Por dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.O que movimentou o dólar hoje? O câmbio enfrentou mais um dia de volatilidade diante das incertezas sobre o cenário fiscal. “O comportamento da divisa refletiu os ajustes e as tentativas de proteção de patrimônio por parte dos agentes financeiros, que dividiram as atenções entre o noticiário local mais tenso e os desdobramentos nos Estados Unidos”, afirmou Rebecca Nossig, estrategista da Nomad. Por aqui, os investidores continuaram à espera de sinalizações do governo reeleito para as contas públicas e o quadro de ministros. Nos EUA, a atenção ficou concentrada na política monetária. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) manteve os juros na faixa de 3,75% a 4% ao ano, em decisão não foi unânime. Lisa Cook e Beth Hammack pela alta de 25 pontos-base nos juros nesta reunião.Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a inflação nos Estados Unidos continua elevada e que o banco central ainda precisa de mais informações para determinar se o nível atual dos juros será suficiente para levar a alta dos preços à meta de 2%.Ele também anunciou mudanças no calendário do BC: o Fomc manterá oito encontros em 2027, sendo uma reunião dedicada exclusivamente à discussão da estratégia de política monetária. No ano seguinte, duas reuniões serão voltadas à estratégia e seis para definir a política monetária. Inflação ‘muito alta’ e novo calendário do FOMC: os recados de Warsh após decisão do Fed