Meta deixa julgamento sobre vício em redes sociais; Snapchat segue como único réu

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A Meta fechou um acordo com uma jovem que acusava suas redes sociais de contribuir para problemas de saúde mental e transtornos alimentares. Com a negociação, anunciada nesta sexta-feira (30), a dona do Instagram e do Facebook deixa de ser ré em um julgamento nos Estados Unidos, que, agora, seguirá apenas contra a Snap, responsável pelo Snapchat.Os valores e os termos do acordo não foram divulgados. A negociação foi confirmada pelos advogados da jovem, identificada pelas iniciais K.D.B., de 18 anos, que alegava que as plataformas foram projetadas para estimular o uso compulsivo.A Meta já havia fechado outro acordo dias antes, com S.J., uma adolescente de 16 anos. As duas jovens também tinham encerrado suas disputas com o TikTok e o YouTube, que deixaram de fazer parte do julgamento.A seleção dos jurados começou na quarta-feira (28), em tribunal de Los Angeles (EUA). O processo envolve acusações de que recursos como a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita incentivam hábitos compulsivos entre crianças e adolescentes.Segundo as autoras, elas começaram a usar o YouTube aos 3 anos de idade e outras plataformas por volta dos nove anos. K.D.B. também afirmava que o uso das redes sociais contribuiu para o desenvolvimento de transtornos alimentares.Em comunicado, Emily Jeffcott, advogada da jovem, afirmou que a equipe está satisfeita com a solução encontrada e destacou o compromisso de responsabilizar empresas de tecnologia e melhorar a segurança de crianças nas redes sociais.Leia mais:Meta quer captar R$ 475 bilhões para ampliar sua estrutura de IAMPT processa Meta em R$ 50 milhões por assédio eleitoral nas redes sociaisJustiça manda Meta apagar posts que incentivam demissão por votoSnap, dona do Snapchat, continua no processo – Imagem: XanderSt/ShutterstockJulgamento pode influenciar milhares de processosO caso foi selecionado entre milhares de ações semelhantes para funcionar como referência para disputas envolvendo redes sociais e saúde mental. Na prática, a decisão poderá influenciar a maneira como outras empresas e autores de processos semelhantes conduzirão suas negociações;Além da Meta e da Snap, TikTok e YouTube também eram citados nas acusações. As empresas são acusadas de desenvolver recursos para incentivar o uso compulsivo de seus aplicativos, contribuindo para problemas, como ansiedade, depressão e suicídio entre jovens;As companhias negam que tenham projetado suas plataformas para causar dependência. Elas também afirmam ter adotado medidas para tornar os aplicativos ambientes seguros para crianças e adolescentes;Este é o segundo julgamento desse tipo em um tribunal estadual de Los Angeles. Em março, outro júri considerou que a Meta e o YouTube agiram com negligência e determinou o pagamento de US$ 6 milhões (cerca de R$ 33 milhões) a uma jovem.Meta já fechou outros acordos nos EUAAs disputas judiciais contra as redes sociais não se limitam a processos individuais. Usuários, instituições de ensino, municípios e órgãos públicos também moveram milhares de ações contra as empresas nos Estados Unidos.Em agosto, a Meta fechou acordos que podem chegar a US$ 18 bilhões (cerca de R$ 99 bilhões) com quase todos os estados e territórios estadunidenses. As negociações buscaram encerrar processos apresentados por procuradores-gerais que acusavam as plataformas de prejudicar adolescentes. Como parte dos compromissos, a empresa concordou em fazer mudanças no funcionamento do Instagram e do Facebook para esse público.Mais recentemente, a companhia também foi condenada no Novo México (EUA) a pagar US$ 25 bilhões (cerca de R$ 138 bilhões), após um júri concluir que enganou usuários sobre a privacidade de seus dados e o tratamento dado a discursos de ódio no Facebook. A Meta afirmou que vai recorrer da decisão.O post Meta deixa julgamento sobre vício em redes sociais; Snapchat segue como único réu apareceu primeiro em Olhar Digital.