Cooperativas extrativistas assumem protagonismo no Coopera+ Amazônia

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Representantes de cooperativas extrativistas do Maranhão, Pará e Rondônia foram recebidos, nesta quinta-feira (29), na sede do Sebrae Nacional, em Brasília. Dois deles tomaram posse no Comitê de Governança do Coopera+ Amazônia, iniciativa executada pelo Sebrae com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até 2030, dando mais espaço e voz às comunidades extrativistas, comunidades tradicionais e povos originários.Os cooperados foram recebidos pelo presidente do Sebrae, Décio Lima. “Essa é uma tarefa nossa para que possamos produzir renda e inclusão. Este projeto atua dentro do conceito da sustentabilidade. Trata-se de uma política de Estado, que envolve vários parceiros. Vocês devem se orgulhar da construção desse processo e o sistema cooperativo e as aglutinações que foram realizadas em torno do projeto é algo extraordinário”, reforçou.O Coopera+ Amazônia soma investimentos oriundos do Fundo Amazônia no valor de R$ 130 milhões, com foco na agregação de valor às cadeias produtivas babaçu, açaí, cupuaçu, buriti, entre outros. Ao todo serão beneficiadas 50 cooperativas de cinco estados da Amazônia Legal: Pará, Rondônia, Maranhão, Acre e Amazonas. A expectativa é que 6 mil famílias – aproximadamente 12 mil pessoas – sejam impactadas pela iniciativa.“O sistema cooperativo e as aglutinações que foram realizadas em torno do projeto é algo extraordinário”, destacou Décio LimaComo titular no Comitê tomou posse a liderança indígena Anderson Uruam Suruí, presidente e fundador da Cooperativa Suruí de Desenvolvimento e Produção Agroflorestal Sustentável (COOPSUR) de Rondônia. Como suplente, Divina Lopes, da Cooperativa Mista dos Assentamentos de Reforma Agrária da Região Tocantina (COOMARA) de Imperatriz, no Maranhão.“Nosso povo fez questão de preservar e agora precisamos encontrar uma maneira de transformar isso em produto brasileiro e não apenas das comunidades indígenas, a partir de uma visão mais empreendedora”, pontuou Anderson Uruam Suruí, da COOPSUR, como representante das cooperativas no Comitê.Presente no encontro, o chefe de gabinete da Diretoria Técnica do Sebrae, Alessandro Machado, destacou o potencial produtivo das cooperativas ao conciliar atividade econômica com conservação ambiental.  “Esse projeto mostra que é possível extrair riqueza preservando a floresta em pé, respeitando a sustentabilidade”, ressaltou.Governança participativaDurante a execução do projeto, as cooperativas vão participar de ações relacionadas à inovação gerencial, inovação produtiva, acesso a novos mercados e fortalecimento da cultura cooperativista.Anderson Uruam Suruí e Divina Lopes tomaram posse como titular e suplente no Comitê de Governança do Coopera+ AmazôniaPara a analista de Inovação e coordenadora do projeto Coopera + Amazônia do Sebrae, Ana Carolina Westrup, a posse das cooperativas é um momento muito simbólico. “Nós fizemos questão de recebê-los aqui porque entendemos que são as cooperativas que vão nos trazer a realidade local para que possamos atuar junto”, frisou.A cerimônia de posse também contou com a presença de representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes). Todas fazem parte do Comitê de Governança do Coopera+ Amazônia.Reconhecimento Representando as mulheres extrativistas e suplente no Fórum das Cooperativas do projeto, Maria Domingas Marques recebeu homenagem por sua resistência e trabalho em prol da força coletiva. Ela faz parte da Cooperativa das Quebradeiras de Coco Babaçu de Itapecuru-Mirim, no Maranhão. Quem entregou o troféu para ela foi o diretor- superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal.“Sentimos o projeto como uma porta aberta para dar mais um passo e avançar. Por detrás do nosso produto tem uma Amazônia que precisamos preservar, tem uma história de luta e de resistência de uma quebradeira de coco e tem um produto que gera renda e qualidade de vida”, destacou Maria Domingas.