Dólar. Foto: UnsplashO dólar está operando em queda frente ao real nesta terça-feira (27), em um movimento de correção depois da forte valorização registrada na sessão de ontem. Por volta das 10h25, a moeda norte-americana recuava 1,62%, negociada a R$ 5,315 na compra e R$ 5,316 na venda.O alívio no câmbio ocorre um dia após o mercado reagir ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). A disputa terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desfecho oposto ao que vinha sendo esperado pelos investidores.Nesta segunda-feira (26), a cotação do dólar comercial encerrou a sessão com avanço de 8,21%, a R$ 5,403. A alta ficou entre as maiores valorizações diárias da moeda desde a implantação do Plano Real.Black Friday boa é a que muda o seu ano. A da Suno pode mudar as próximas décadas. Na maior Black Friday da história da Suno, você vai entender, com números, a diferença entre deixar o dinheiro parado e ser sócio de boas empresas. Participe da live gratuita.O salto foi impulsionado pela busca por proteção cambial após a definição das urnas, em um pregão também marcado por forte ajuste nas posições dos investidores.Bolsa aciona circuit breaker e IFIX também recuaA pressão não se limitou ao câmbio. O Ibovespa despencou 13,88% na segunda-feira e fechou aos 176.608,23 pontos. Em uma única sessão, o principal índice da bolsa brasileira perdeu 28.474,33 pontos.A intensidade da queda levou a B3 a acionar o circuit breaker, algo que não acontecia desde março de 2020.Os juros futuros também subiram ao longo de toda a curva, refletindo a maior percepção de risco fiscal por parte dos agentes.Entre os fundos imobiliários, o IFIX caiu 5,68% e terminou o pregão aos 3.763,90 pontos. O índice encerrou 226,67 pontos abaixo do fechamento anterior, de 3.990,57 pontos.Resultado das urnas contrariou aposta do mercadoNas últimas semanas, o mercado financeiro vinha se posicionando para uma mudança de governo. O resultado eleitoral, no entanto, foi na direção contrária.A vitória do petista também foi inédita. Desde 1989, nenhum candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação havia conseguido vencer a etapa final da disputa.Para João Daronco, analista CNPI da Suno, o desfecho foi na contramão do cenário precificado pelos investidores. A Suno trabalhava com um leve favoritismo de Flávio Bolsonaro, e parte do mercado passou a apostar em uma troca no comando do país, acompanhada de uma agenda econômica mais liberal.“Quando um cenário é tratado como o mais provável e o oposto acontece, o ajuste costuma se concentrar nos primeiros pregões. É isso que começamos a ver agora”, disse ele.