BTG (BPAC11) sofre corte de recomendação e preço-alvo pelo Itaú BBA, e ação sente

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As ações do BTG Pactual (BPAC11) iniciaram o dia em queda nesta sexta-feira (30). Apesar de o mercado ainda estar reagindo ao resultado das urnas com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o temor fiscal, o derretimento nas ações tem um motivo a mais desta vez.O Itaú BBA realizou um duplo corte nos papéis do banco. A casa mudou a recomendação para Market Perform, que equivale a neutro, e cortou o preço-alvo das units para 2027, saindo de R$ 70 para R$ 60. Apesar da tesourada, o potencial de alta ainda é de pouco mais de 16% em relação à cotação atual.Por volta das 11h30 (horário de Brasília), os papéis caíam 4,48%, com a menor cotação sendo registrada logo após a abertura do pregão, queda de 5,01%, a R$ 51,33. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "BPAC11", "BPAC11" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "7e44f6a"} ); A semana também não tem sido generosa com os papéis do BTG. A derrubada do Ibovespa também impactou o banco, que já cai mais de 34% desde o segundo turno. Antes da derrocada da bolsa brasileira, BPAC11 subia mais de 50% no ano.O que fez o Itaú BBA mudar de ideia? Para os analistas do Itaú BBA, a qualidade do BTG não é questionada e ela já está refletida no preço da ação, enquanto o cenário para 2027 deve trazer dificuldades para o crescimento dos negócios. A combinação deixa uma relação entre risco e retorno menos atraente para o investidor.A casa continua vendo o banco como uma das instituições de maior qualidade entre as empresas financeiras brasileiras que acompanha, com receitas diversificadas, ganhos de participação de mercado e rentabilidade próxima de 25%. O problema está no espaço para uma valorização adicional.Negociado a cerca de nove vezes o lucro estimado para 2027 e duas vezes seu valor patrimonial, o BTG já incorpora nos múltiplos boa parte da capacidade de sustentar seus resultados, segundo os analistas.Nesse patamar, eventuais decepções com os números podem pressionar a cotação. Já o retorno esperado com dividendos é de aproximadamente 3% para o próximo ano.O BBA afirma que, olhando apenas para o preço, voltaria a ter uma visão mais favorável sobre os papéis entre R$ 45 e R$ 50, faixa equivalente a sete a oito vezes o lucro projetado.Um 2027 mais difícil para o BTGO cenário traçado pelo Itaú BBA considera atividade econômica e confiança para investir enfraquecidas, além de juros e inflação elevados por mais tempo. Essa combinação deve pesar sobre o volume de operações no mercado de capitais, a movimentação dos clientes e a expansão dos ativos sob gestão.Com isso, a casa reduziu as estimativas de todas as linhas de receita do BTG para 2027. Os maiores cortes ocorreram nas projeções para banco de investimento, de 12%; gestão de patrimônio, de 8%; e operações de mercado, de 7%.A previsão de receita total caiu 4,5%, para R$ 49 bilhões. Já a estimativa de lucro foi reduzida em 5%, para R$ 23,2 bilhões, o que representa crescimento de 13% sobre 2026 — uma desaceleração em relação ao avanço de 23% esperado para este ano.Além das projeções menores, o BBA passou a considerar um custo de capital próprio mais elevado, ou seja, um retorno maior exigido pelo investidor para assumir o risco de investir no banco. Os dois fatores explicam a redução do preço-alvo. Crédito ganha peso e aumenta os riscosOutro ponto de atenção é a maior participação do crédito nos resultados. Pelas contas do BBA, os empréstimos a empresas e o financiamento ao consumidor devem representar aproximadamente 38% das receitas do BTG em 2027.Essa exposição pode se tornar uma fonte de pressão se a economia perder força. Para as empresas, juros altos por mais tempo dificultam o pagamento das dívidas. Para as famílias, a inflação persistente reduz a renda disponível, enquanto um mercado de trabalho mais fraco pode comprometer a capacidade de honrar as parcelas.O BBA projeta que a carteira de crédito corporativo cresça 13% em 2027, ante 20% em 2026. No financiamento ao consumidor, a expansão deve desacelerar de 35% para 19%. A inadimplência e o custo com perdas de crédito, porém, são apontados como as principais variáveis que podem alterar o desempenho dos lucros.Vale destacar que o banco divulga seu resultado operacional do terceiro trimestre de 2026 no dia 12 de novembro.