Christa Pike recorre à Justiça e faz pedido emergencial após sobreviver à própria execução (Foto: Reprodução / Inside Edition)

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Christa Pike, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal nos Estados Unidos, voltou a recorrer à Justiça após denunciar as condições em que está sendo mantida na prisão. Segundo o TMZ, nesta sexta-feira (30), a defesa da detenta apresentou um pedido emergencial a um juiz federal, alegando que as autoridades penitenciárias do Tennessee estão descumprindo um acordo firmado em 2024, que deveria ter encerrado décadas de isolamento.De acordo com documentos judiciais obtidos pelo portal, Pike permanece sozinha na enfermaria da penitenciária desde 9 de outubro, quando retornou do hospital após a tentativa de execução. Seus advogados afirmam que os responsáveis pela unidade não informaram quando ela poderá voltar a conviver com outras detentas.[jms-related-posts ids="1307217,1307228"]O acordo de 2024 permitia que Christa Pike trabalhasse, fizesse refeições, praticasse exercícios e socializasse com outras mulheres encarceradas. A defesa sustenta que esses direitos foram retirados depois de sua internação, contrariando as condições estabelecidas judicialmente.Pike também relatou os efeitos psicológicos do isolamento. Em uma declaração sob juramento, ela afirmou que a situação tem agravado seu sofrimento a cada dia, especialmente porque passou 28 anos em confinamento solitário antes de conquistar as mudanças previstas no acordo.[caption id="attachment_1301320" align="alignnone" width="399"] Christa foi presa por um crime cometido em 1995. (Foto: Divulgação/ Departamento Penitenciário do Tennessee)[/caption]A detenta ainda denunciou as condições de higiene da enfermaria. Conforme os documentos, ela teria sido obrigada a limpar sozinha um chuveiro infestado de baratas, apesar de apresentar queimaduras graves, danos nos nervos e feridas dolorosas decorrentes da tentativa de execução.Os advogados Angie Bergman, Brian Roark e Hannah Webber disseram ao TMZ que alertaram repetidamente as autoridades do Tennessee sobre o suposto descumprimento do acordo, mas não obtiveram uma solução. Agora, a equipe jurídica pede que Christa Pike seja transferida para um espaço compartilhado com outras mulheres que também recebem cuidados médicos, permitindo sua recuperação sem isolamento completo.[anuncio]A defesa também solicitou que o processo tramite com urgência e propôs o dia 4 de novembro como prazo para o estado apresentar uma resposta.Christa Pike se pronunciou pela primeira vezAs denúncias surgiram no mesmo dia em que Pike falou pela primeira vez sobre a tentativa de execução, em uma declaração enviada à revista People por meio de seus advogados. Na ocasião, ela já havia mencionado o isolamento e as dificuldades enfrentadas durante a recuperação. "Estou me recuperando e sei que estou ficando mais forte. Mas se curar não é o mesmo que estar bem. Desde aquela noite, tenho estado praticamente isolada na ala médica da prisão, longe de outras pessoas e das conexões humanas que significam tanto para mim", afirmou.[caption id="attachment_1298437" align="alignnone" width="617"] Christa foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos. (Foto: Reprodução/ABC)[/caption]Christa Pike, de 50 anos, foi submetida à tentativa de execução em 30 de setembro, no Tennessee. Apesar de receber duas doses de pentobarbital, ela sobreviveu ao procedimento, precisou de ventilação mecânica e permaneceu mais de uma semana na unidade de terapia intensiva. A detenta foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 1995.