Ataques cibernéticos miram fornecedores para chegar ao dinheiro dos bancosOs ataques cibernéticos contra o sistema financeiro podem começar fora dos próprios bancos. Fornecedores que conectam instituições e dão suporte às operações de pagamento também são alvos de criminosos que buscam acessar os sistemas bancários, segundo avaliação da TIVIT.O risco está nas conexões entre essas empresas. De acordo com Thiago Tanaka, diretor de Cibersegurança da companhia, o comprometimento de um prestador de tecnologia pode abrir caminho para atingir diferentes instituições que utilizam seus serviços.Já pensou em receber renda passiva todos os meses? A Suno está disponibilizando gratuitamente o curso Viva de Dividendos como parte da sua campanha de Black Friday. Garanta seu acesso gratuito!Como os ataques cibernéticos chegam aos bancos?Uma das estratégias envolve explorar acessos legítimos de fornecedores. Ao comprometer credenciais ou sistemas de um parceiro tecnológico, o criminoso pode tentar utilizar conexões existentes para alcançar as instituições atendidas por ele.Na avaliação da TIVIT, provedores de infraestrutura, integradores e fintechs intermediárias precisam fazer parte da estratégia de proteção dos bancos. A segurança depende também do controle sobre quem acessa os ambientes e quais operações cada usuário pode executar.“A defesa moderna exige detecção inteligente de fraudes em milissegundos, respostas em tempo real e a implementação de arquiteturas de Zero Trust”, afirma Tanaka.Conhecida como arquitetura de confiança zero, essa abordagem exige verificações contínuas para autorizar acessos. O princípio é que uma conexão não deve ser considerada segura apenas por partir de um usuário ou fornecedor conhecido.O desafio de proteger os bancos sem parar as operaçõesReforçar a segurança também exige integrar novas ferramentas aos sistemas responsáveis por contas, empréstimos e compensações. Segundo Tanaka, conectar soluções modernas a estruturas desenvolvidas há décadas demanda adaptações que podem ampliar a superfície exposta a invasores.A substituição completa desses sistemas, porém, traz riscos para a continuidade dos serviços. O especialista defende uma modernização gradual, com novas camadas de proteção sobre a infraestrutura existente.“Não dá para fazer transplante de coração com o paciente correndo. O caminho é orquestrar segurança e inteligência sobre a infraestrutura que já existe, sem parar a operação nem jogar fora o que a empresa já investiu”, diz Tanaka.Para o executivo, o desafio é atualizar a proteção enquanto pagamentos e demais serviços continuam funcionando. Nesse processo, controlar os acessos dos fornecedores e integrar ferramentas de detecção aos sistemas bancários são medidas centrais para reduzir a exposição a ataques cibernéticos.