Reis rivais se uniram para deter a última grande invasão africana na Península Ibérica e isso mudou a configuração do mapa da Europa

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Em 30 de outubro de 1340, as margens do rio Salado, próximo a Tarifa, na Espanha, foram palco de um dos confrontos mais decisivos do período da Reconquista. A Batalha do Salado contrapôs os exércitos cristãos da Coroa de Castela e do Reino de Portugal às forças muçulmanas do Império Merínida e do Reino Nacérida de Granada.O objetivo do bloco islâmico era deter o avanço cristão e consolidar o domínio sobre o Estreito de Gibraltar.A aliança militar e a disputa estratégicaO conflito teve início após Alboácem Ali, sultão de Fez e Marrocos, unir forças com Iúçufe I, emir de Granada, para recuperar posições no sul da Península Ibérica. Diante da ameaça sobre a cidade estratégica de Tarifa, o rei Afonso XI de Castela solicitou apoio militar ao seu sogro, o rei D. Afonso IV de Portugal.A aliança uniu contingentes terrestres e forças navais. O controle marítimo e terrestre do Estreito de Gibraltar era o ponto central do confronto, pois garantia a passagem de suprimentos e tropas do Norte da África para a Europa.Leia Mais: Pedro Emanuel manda recado para torcida do Vasco após goleada sofrida Crescimento dependerá cada vez mais da produtividade, diz Giambiagi Soja encerra semana em Chicago pressionada por safra dos EUA O combate e a reviravolta em TarifaNo campo de batalha, as forças aliadas dividiram as frentes: Castela combateu o exército do Império Merínida, enquanto os portugueses enfrentaram os contingentes de Granada. O ponto de virada ocorreu quando a guarnição cristã de Tarifa realizou um ataque surpresa saindo da fortaleza, atingindo a retaguarda do acampamento de Alboácem Ali.O movimento causou desorganização nas tropas invasoras, culminando na vitória das forças hispano-portuguesas e na tomada dos acampamentos inimigos. A atuação na peleja rendeu a D. Afonso IV o cognome de “o Bravo”.Impacto para a cristandadeA Batalha do Salado encerrou as invasões em larga escala originárias do Magrebe na Península Ibérica. A derrota das forças de Fez e Granada assegurou a hegemonia cristã sobre o Estreito de Gibraltar e alterou definitivamente o equilíbrio geopolítico no sudoeste europeu.