Aumentar a produtividade é um dos principais desafios para o Brasil acelerar o crescimento econômico e ampliar a competitividade da indústria.A avaliação foi apresentada pelo economista Fábio Giambiagi durante a 9ª edição do Imersão Indústria, evento promovido pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (30).Para Giambiagi, o crescimento do país dependerá cada vez mais dos ganhos de produtividade, diante do ritmo menor de expansão da população em idade de trabalhar. Leia Mais Desemprego em nível historicamente baixo convive com alta informalidade Incerteza leva investidores a diversificar aplicações fora do Brasil Ações da dona do Google despencam mais de 12% com temor por IA “A capacidade de crescimento da economia brasileira no futuro vai estar ligada não a ocupar mais gente, porque o ritmo de crescimento da população em idade de trabalhar vai ser pequeno, e sim ao dinamismo da produtividade”, afirmou.O desafio também envolve as pequenas e médias empresas. Segundo Diogo Lisboa, analista técnico do Sebrae Minas, a aproximação com grandes indústrias pode abrir oportunidades para os pequenos negócios, especialmente no fornecimento de produtos e serviços.“As pequenas empresas têm que estar antenadas às oportunidades que são ofertadas pelas grandes, principalmente no sentido de que as grandes, cada vez mais, querem construir a cadeia de valor nas regiões onde elas estão localizadas. A pequena empresa tem que estar preparada para fornecer com qualidade, no prazo e da melhor forma possível”, disse.Crescimento da dívida coloca economia do Brasil em risco, avalia pesquisador | MONEY NEWSLisboa também destacou a importância da qualificação profissional e da preparação das lideranças para acompanhar as transformações tecnológicas. Entre os desafios para as empresas, citou ainda a Reforma Tributária, as mudanças relacionadas à NR-1 e as discussões sobre a jornada de trabalho.O impacto do chamado Custo Brasil também aparece nas grandes operações industriais. Na mineração, o presidente da AngloGold Ashanti na América Latina, Luiz Otávio Conforze Lima, aponta custos com impostos, logística, infraestrutura e segurança como fatores que pesam sobre a competitividade.“Quando a gente fala de Custo Brasil, no impacto para a mineração, a gente tem um custo que a gente chama de um imposto invisível. O Brasil tem a maior carga tributária na produção, principalmente do ouro. Sem contar todos os custos que a gente ainda tem de logística, de infraestrutura, da falta da segurança, por exemplo”, afirmou.