FII eleva projeção de dividendos e prevê pagar até R$ 0,17 por cota nos próximos 12 mesesO fundo imobiliário (FII) CPLG11 elevou sua projeção de distribuição de rendimentos e passou a estimar pagamentos entre R$ 0,12 e R$ 0,17 por cota nos próximos 12 meses. A gestão estabeleceu R$ 0,15 por cota como dividendo estabilizado a partir de outubro de 2026, após avanços relacionados à venda dos ativos do portfólio.Em setembro, o fundo distribuiu R$ 0,13 por cota, o equivalente a um dividend yield anualizado de 15,14%, considerando o preço de fechamento de R$ 0,86 em 30 de setembro. Nos últimos 12 meses, os pagamentos somaram R$ 1,75 por cota, com retorno em dividendos de 15,9% no período.CPLG11: movimentos operacionais do FII O principal destaque do mês foi a assinatura de um memorando de entendimentos para a venda dos três ativos do portfólio, que totalizam 182.475 metros quadrados de área bruta locável (ABL) própria e estão integralmente ocupados. A transação, porém, ainda depende da conclusão da diligência do comprador, da assinatura dos documentos definitivos e da aprovação dos administradores dos fundos envolvidos.Além disso, o CPLG11 recebeu o primeiro aluguel proporcional referente ao ativo CPLG Meli Imigrantes. Até a conclusão da transação, o imóvel passa a contribuir para a geração de renda do fundo.Em setembro, o CPLG11 reconheceu resultado de R$ 834,4 mil, equivalente a R$ 0,0148 por cota, segundo a base de caixa informada pela gestão. O fundo encerrou o mês com 5.916 cotistas.Venda de ativos e alocação de recursos estão no radarOs recursos em caixa foram direcionados às sociedades de propósito específico (SPEs) responsáveis pelos desenvolvimentos imobiliários de Jacareí e São José dos Pinhais. A posição conjunta nessas estruturas chegou a R$ 260,7 milhões ao fim do mês, enquanto a carteira de cotas de fundos imobiliários totalizou R$ 208,4 milhões.A evolução da transação envolvendo os três imóveis será um dos pontos a acompanhar nos próximos meses, tanto pelo potencial impacto sobre a composição do portfólio quanto pelos efeitos sobre a geração de renda e as distribuições aos cotistas. A projeção de dividendos divulgada pela gestão considera o novo cenário, mas os pagamentos efetivos dependerão dos resultados e das condições da operação.Retorno do CPLG11Desde o início das atividades, em outubro de 2023, a cota patrimonial ajustada do CPLG11 acumulou retorno de 37,6%, enquanto a cota de mercado ajustada avançou 38%. No mesmo período, o CDI líquido acumulou 36,3%, o IMA-B subiu 28% e o IFIX registrou valorização de 17,5%.O desempenho ocorreu em um cenário de recuperação de parte dos ativos financeiros em setembro. No mês, o IMA-B avançou 3,1%, enquanto o CDI teve retorno de 1,08%. O Ibovespa subiu 5% e o índice imobiliário IMOB avançou 4,6%.O IFIX, por sua vez, recuou 0,2% em setembro e acumulava queda de 0,5% em 2026, segundo os dados apresentados no relatório. A diferença entre o recuo dos juros reais e o desempenho mais fraco do índice de fundos imobiliários permanece como um fator a acompanhar pelo mercado.Guidance do FIINa inflação, o IPCA de agosto registrou deflação de 0,32%, levando a alta acumulada em 12 meses para 4,22%. A trajetória dos juros reais e da inflação pode influenciar a avaliação dos ativos imobiliários e as condições de financiamento, embora os efeitos sobre o CPLG11 dependam também da conclusão da venda dos imóveis e do desempenho de suas demais alocações.Com a projeção de dividendos entre R$ 0,12 e R$ 0,17 por cota nos próximos 12 meses, o fundo passa a ter como referência um pagamento estabilizado de R$ 0,15 por cota a partir de outubro. A manutenção desse patamar dependerá da evolução dos resultados, da operação de venda e da capacidade do portfólio de sustentar a geração de renda.