Samsung deve cortar produção da linha Galaxy A em 20%

Wait 5 sec.

Produção da linha Galaxy A deve continuar caindo no próximo ano (foto: Ana Marques/Tecnoblog) Resumo Samsung reduzirá em 20% a produção de celulares da linha Galaxy A no quarto trimestre de 2026 devido ao aumento nos preços da memória.O corte na produção pode representar cerca de 10 milhões de celulares a menos em 2026 e uma redução de 10% na produção de 2027.A alta dos componentes pressiona os celulares mais baratos, podendo haver ajustes em componentes como tela e câmeras para compensar custos.A Samsung deve reduzir em cerca de 20% a produção de celulares da linha Galaxy A no quarto trimestre de 2026 em comparação com o volume planejado inicialmente. A medida ocorre em meio à forte alta nos preços de chips de memória, que aumentou os custos de fabricação dos smartphones de entrada e intermediários. Segundo informações da imprensa sul-coreana, fornecedores da Samsung já foram informados sobre a redução nas encomendas de componentes. O corte pode representar cerca de 10 milhões de celulares a menos produzidos ao longo de 2026. Segundo fontes de indústria, a produção de aparelhos da linha em 2027 também deve diminuir cerca de 10%. A empresa costuma despachar entre 230 e 240 milhões de celulares por ano, segundo o GSMArena, e cerca de 70% dessa produção corresponde à linha A, que inclui modelos como Galaxy A17, A37 e A57.Memórias mais caras pressionam celulares mais baratosA principal razão para o corte continua sendo o aumento dos custos de componentes, especialmente chips de memórias RAM e armazenamento. Segundo informações da indústria, módulos de memória já podem representar mais da metade do custo de produção de alguns smartphones básicos, reduzindo a margem obtida com aparelhos mais baratos. Outros componentes, como placas de circuito impresso (PCBs) e MLCCs também enfrentam maior demanda pela expansão da infraestrutura para IA. Fontes da indústria também apontam que futuras gerações de aparelhos mais baratos podem sofrer ajustes em componentes como tela e câmeras para compensar os custos maiores, além de chegar ao mercado por preços superiores.Mesmo produzindo suas próprias memórias, a Samsung estaria priorizando componentes e capacidade de fabricação para aparelhos mais caros, como os modelos das linhas Galaxy S e Galaxy Z, que oferecem margens maiores. Linha Galaxy A já ficou mais cara no BrasilGalaxy A17 5G tem câmera principal de 50 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)A pressão sobre os custos já aparece nos preços cobrados pela Samsung no Brasil. Aparelhos da linha Galaxy A receberam reajustes nos últimos meses que chegaram ao dobro do preço de lançamento, como o Galaxy A07 4G de 256, que passou de R$ 1.099 em setembro de 2025 para R$ 2.299 na loja oficial da Samsung. Outros modelos, como versões do Galaxy A07, A17, A27, A37 e A57 também sofreram aumentos que chegaram a 50% do preço original. O impacto chegou, também, na série premium: a família Galaxy S26 teve aumentos que chegaram a R$ 1.300. Apesar dos aumentos, a série intermediária segue sendo campeã de vendas da marca no Brasil, sendo três dos cinco aparelhos mais vendidos no país. Alta de componentes favorece celulares premiumA pressão sobre os modelos mais baratos acompanha uma mudança de comportamento no mercado. Em fevereiro, a consultoria Gartner projetou que, com o aumento do preço das memórias e, consequentemente, do preço dos celulares, os consumidores procurariam menos trocas de aparelho. Análises de outras consultorias, como Omdia e a Counterpoint Research também mostram o aumento da participação de vendas de smartphones de preço mais alto e fazem projeções preocupantes para os mais baratos. Segundo a consultoria, o cenário pode favorecer smartphones topo de linha de gerações anteriores, vendidos em promoções ou de segunda mão. A crise, vale pontuar, também tem impactado lançamentos recentes e a demanda por linhas como o iPhone 18 Pro. Samsung deve cortar produção da linha Galaxy A em 20%