Análise: As eleições nos EUA e o futuro da relação com o Brasil

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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que colocam em disputa o controle do Congresso americano, podem ter impactos diretos sobre a relação entre os EUA e o Brasil.É o que avalia o analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna que traçou, ao CNN Prime Time, um cenário de possível aumento de pressão sobre o governo brasileiro.Segundo Sant’Anna, caso os democratas conquistem a maioria na Câmara dos Representantes — e possivelmente no Senado —, o presidente americano, Donald Trump ficará ainda mais acuado politicamente.Leia Mais: Análise: Trump foca em reforma do espelho d’água na reta final de campanha Trump chama candidatos democratas de extremistas em discurso em Washigton Midterms 2026: Um guia da eleição para quem não é dos EUA “O Donald Trump ficará na defensiva, ainda mais será acuado pelos democratas, com maioria na Câmara e possivelmente no Senado”, afirmou o analista.Trump e as ações unilateraisAo longo dos dois anos em que o Congresso foi dominado pelos republicanos, Trump já demonstrou tendência a ignorar o Legislativo e adotar medidas de forma unilateral.Entre essas ações, o analista destacou questões como tarifas, imigração, a guerra contra o Irã, ações na Venezuela e operações contra embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico.Com investigações que devem ser lançadas por um Congresso sob controle democrata, a principal carta jogada por Trump para justificar ações unilaterais tem sido a alegação de ameaça à segurança nacional.Brasil como possível alvo de pressãoNesse contexto, Sant’Anna delineou um cenário preocupante para o Brasil.“Eu tenho desenhado um cenário no qual o Brasil de Lula, que não aceita a designação das organizações narcoterroristas, que não entrou para o Escudo das Américas, pode se tornar alvo de uma pressão maior do governo Trump”, disse o analista.A lógica, segundo ele, seria a de que Trump utilizaria o Brasil — maior país da América Latina e segunda maior economia das Américas — como exemplo para reforçar a narrativa de ameaça à segurança nacional, dado que o país não se alinhou aos EUA e abriga grupos que Washington considera perigosos.Sant’Anna ressaltou ainda que, em princípio, a postura de Trump é a de manter uma relação relativamente estável com o governo brasileiro, ao mesmo tempo em que não reconhece o resultado das eleições no Brasil e sustenta a tese de que a esquerda frauda processos eleitorais.No entanto, o analista alertou que, à medida que Trump for mais pressionado internamente, a prioridade de retirar o Brasil da órbita chinesa e aproximá-lo da órbita americana deve se intensificar.“O presidente Lula vai resistir a isso e aí pode haver uma espiral de tensionamento entre os dois países”, concluiu Sant’Anna. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.