Até as vésperas da eleição, os democratas pareciam estar perto de conquistar a maioria no Senado, mas muitas das cadeiras em disputa estão em estados fortemente republicanos, onde o resultado ainda pode favorecer qualquer um dos partidos.Os democratas ampliaram o mapa eleitoral de maneiras que poucos previam no início do ano, e o cenário nacional parece favorecer o partido há muitos meses. A aprovação do presidente Donald Trump está em 34%, segundo a agregadora de pesquisas da CNN, e a insatisfação dos eleitores com a economia, a guerra no Irã e a corrupção parece impulsionar a mobilização democrata em todo o país.Pela segunda vez neste ano, a CNN está ampliando sua lista para refletir esse cenário. A relação agora inclui 11 cadeiras.Os democratas precisarão conquistar quatro cadeiras atualmente ocupadas por republicanos, além de manter todas as suas próprias, para obter a maioria no Senado neste ano.Os republicanos estão investindo pesado para defender sua maioria no Senado, com o apoio da rede política do presidente Donald Trump e do magnata da tecnologia Elon Musk.Nosso ranking das cadeiras com maior probabilidade de mudar de partido em novembro se baseia na cobertura da CNN, incluindo conversas com estrategistas envolvidos nas disputas pelo Senado, além de nossa análise da arrecadação de campanha dos candidatos, das pesquisas e do cenário partidário nos estados. A classificação final não é uma previsão de quem vencerá cada disputa ou de qual partido conquistará o controle do Senado dos Estados Unidos. Ela oferece, porém, um retrato da situação das eleições no fim da campanha para o Congresso. Leia Mais Análise: Democratas atraem eleitores republicanos em disputas para o Senado Senado pode ter renovação de 40% na eleição deste ano Possível derrota em eleições no Congresso resulta de escolhas de Trump 1. Carolina do NorteA Carolina do Norte é a cadeira do Senado com maior probabilidade de mudar de partido nesta terça-feira (3). Os democratas parecem estar a caminho de vencer sua primeira eleição para o Senado no estado desde 2008. O democrata Roy Cooper, ex-governador do estado, estava 14 pontos à frente do candidato republicano Michael Whatley entre os eleitores prováveis, segundo uma pesquisa final da High Point University/YouGov.Ninguém espera que a margem de vitória dos democratas seja tão grande em um estado que Trump venceu três vezes. Mas, cientes das dificuldades na disputa, os republicanos reduziram os gastos na reta final. Os democratas investiram US$ 10,4 milhões nas últimas duas semanas, em comparação com US$ 2,5 milhões dos republicanos.2. OhioA média do Poll of Polls da CNN mostra o ex-senador Sherrod Brown à frente do senador republicano Jon Husted por cinco pontos: 50% a 45%.Brown, que perdeu a disputa por um quarto mandato no Senado em 2024, agiu cedo para definir a imagem de Husted, que foi nomeado para a cadeira deixada vaga pelo vice-presidente JD Vance. Os democratas atacaram Husted duramente por questões relacionadas a centros de dados, aos arquivos de Epstein e à corrupção. O anúncio mais veiculado pelo partido nas duas últimas semanas relembrou a ligação de Husted com um escândalo envolvendo o setor de energia no estado.O principal anúncio republicano durante o mesmo período se concentrou nas posições de Brown sobre impostos e imigração. A disputa pelo Senado em Ohio registrou o segundo maior volume de gastos desta campanha, e os republicanos investiram cerca de US$ 141 milhões, contra US$ 102 milhões dos democratas em outubro, segundo dados da AdImpact.Ohio tem se deslocado para a direita durante a era Trump, e o presidente visitou o estado três vezes no último mês para ajudar Husted a cruzar a linha de chegada. Mas os comentários mais amplamente compartilhados de Trump nesses comícios se concentraram mais em elogiar o físico de Husted do que em questões que afetam os eleitores.A disputa pelo governo de Ohio também ganhou destaque na reta final, depois que o candidato republicano Vivek Ramaswamy veiculou um anúncio polêmico com a mãe afastada de Amy Acton, sua adversária democrata. Acton esteve à frente de Ramaswamy nas pesquisas recentes, o que reforça a possibilidade de um cenário favorável a vitórias democratas nesta terça-feira.3. TexasO Texas não elege um democrata para um cargo estadual há 32 anos, e a média do Poll of Polls da CNN não aponta um líder claro na disputa entre James Talarico e o republicano Ken Paxton.Mas uma combinação excepcional de fatores pode convergir para transformar em realidade o sonho dos democratas de tornar o Texas um estado azul — embora o perfil republicano do estado e a ofensiva de gastos do Partido Republicano possam novamente provocar uma decepção para os democratas.A média do Poll of Polls da CNN não aponta um líder claro na disputa, mas duas pesquisas divulgadas nos últimos dias — uma delas do New York Times/Siena e outra da CNN — mostram Talarico à frente de Paxton, com uma vantagem superior à margem de erro.A pesquisa da CNN, realizada pela SSRS no mês passado, apontou que o democrata se beneficiava da imagem extremamente negativa de Paxton e do apoio expressivo entre eleitores negros, latinos e asiáticos do estado que se voltaram para Trump em 2024.Impulsionado por uma forte arrecadação de campanha, Talarico dominou a publicidade política durante os meses de verão, depois que Paxton derrotou o senador republicano John Cornyn nas primárias. Cornyn havia alertado que a indicação do procurador-geral do Texas, que enfrenta controvérsias, poderia provocar um “massacre” entre os candidatos republicanos no estado.A cavalaria republicana acabou chegando em apoio a Paxton, com mais de US$ 278 milhões em gastos com publicidade desde as primárias, segundo dados da AdImpact. Musk — o maior doador identificado na política dos Estados Unidos — foi responsável, sozinho, por US$ 168 milhões dos gastos republicanos na disputa, que recebeu mais recursos dele do que qualquer outra eleição.Grande parte dos ataques republicanos a Talarico se concentrou em questões culturais, incluindo críticas a declarações anteriores do candidato sobre gênero e religião.O Texas lidera todos os estados em votação antecipada, com 7,7 milhões de cédulas depositadas, segundo dados da secretaria de Estado do Texas. Os números da votação antecipada mostram uma participação elevada nos condados democratas. Os eleitores latinos, um grupo que apresenta sinais de afastamento de Trump neste ano, representam uma parcela maior dos votos antecipados do que na última eleição.O senador republicano Ted Cruz, do Texas, demonstrou preocupação com o aumento da participação na votação antecipada. Na sexta-feira, disse em seu podcast: “Podemos perder todas as disputas estaduais”.Ainda assim, este é o Texas, um reduto do conservadorismo americano. Trump venceu o estado por uma margem de dois dígitos em 2024, e os republicanos dependem de uma participação expressiva de sua base no dia da eleição, apesar de certa apreensão em relação à candidatura de Paxton. Os republicanos também estão acompanhando como a opção de um candidato libertário pode influenciar as escolhas dos eleitores nesta terça-feira.4. MaineNo início do ciclo eleitoral, o Maine era considerado uma das principais oportunidades de conquista de cadeiras para os democratas. A disputa pelo Senado esteve entre as mais voláteis desta campanha por causa das alegações de má conduta sexual envolvendo Graham Platner e de sua posterior saída da corrida eleitoral.A um dia da eleição, a média do Poll of Polls da CNN mostra o democrata Troy Jackson à frente da senadora republicana Susan Collins por quatro pontos: 50% a 46%.Collins é a única senadora republicana que tenta a reeleição em um estado vencido por Kamala Harris em 2024. As pesquisas também indicam que a disputa é um referendo sobre Collins, que concorre a um sexto mandato. Uma pesquisa da CNN, realizada pela SSRS, apontou que cerca de três quartos dos eleitores prováveis que apoiam cada um dos candidatos no Maine disseram que sua escolha é mais motivada por Collins do que por Jackson.A questão que permanece é se Collins conseguirá superar a rejeição ao Partido Republicano e a Trump em seu estado. A senadora continua ressaltando sua postura independente, embora os democratas argumentem que ela apoia Trump na maioria das vezes — como destacaram em seu principal anúncio nas duas últimas semanas.5. AlascaO Alasca caiu duas posições no ranking, depois que um acontecimento de última hora envolvendo dois candidatos chamados Dan Sullivan surgiu como um possível fator imprevisível na disputa.Os republicanos há muito demonstram preocupação com a presença de um segundo Dan Sullivan — um ex-professor — na cédula de votação por escolha ranqueada com quatro candidatos em novembro. Mas uma reportagem do The New York Times, que alegou que os democratas recrutaram um candidato ao Senado com o mesmo nome do senador em exercício Dan Sullivan, introduziu ainda mais incerteza na disputa.Uma pesquisa do New York Times/Siena divulgada no domingo não apontou um líder claro na disputa entre a ex-deputada democrata Mary Peltola e o senador Sullivan: 48% a 46%. O resultado sugere que a corrida pode ter se tornado mais acirrada. Em agosto, Peltola havia ficado oito pontos à frente do senador em exercício nas primárias estaduais, que reuniram candidatos de todos os partidos.O Alasca é notoriamente difícil de pesquisar. Peltola arrecadou mais do que Sullivan nas duas primeiras semanas de outubro e tinha mais dinheiro em caixa no início da reta final. Mas os republicanos superaram ligeiramente os democratas nos gastos com publicidade no estado nas duas últimas semanas.Peltola negou qualquer envolvimento nas supostas tentativas de manipular a cédula eleitoral, embora Trump tenha sugerido que ela desistisse da disputa. Investigações criminais estaduais e federais estão em andamento. Especialistas jurídicos demonstram amplo ceticismo quanto à possibilidade de as supostas tentativas de manipulação da votação configurarem crime.A apuração dos votos no Alasca pode demorar mais do que em outros estados por causa do sistema de votação por escolha ranqueada. O estado permite que cédulas enviadas pelo correio e carimbadas até o dia da eleição sejam entregues ao escritório eleitoral em um prazo de 10 a 15 dias. Em uma eleição acirrada, existe a possibilidade de que o resultado no Alasca só seja conhecido semanas depois.6. KansasO Kansas subiu duas posições no ranking, enquanto o senador republicano Roger Marshall parece enfrentar dificuldades diante do democrata Adam Hamilton, que tenta se tornar o primeiro democrata do Kansas eleito para o Senado dos Estados Unidos desde 1994.Uma pesquisa do New York Times/Siena divulgada no domingo mostrou Hamilton à frente de Rogers por 49% a 44%, enquanto uma pesquisa recente da CNN, realizada pela SSRS, não apontou um líder claro na disputa. O levantamento da CNN constatou que a maioria dos eleitores prováveis prefere que os republicanos controlem o Senado, mas 53% têm uma opinião desfavorável sobre Marshall.Eleitores de todo o Meio-Oeste, incluindo muitos agricultores e pecuaristas, estão sentindo os efeitos dos preços elevados do diesel e das tarifas de Trump. Uma reportagem do New York Times sobre centenas de ex-pacientes de Marshall que estão sendo processados por contas não pagas — alguns deles chegaram a ser presos — tornou-se um ponto de tensão na disputa.Hamilton, pastor de uma meg igreja metodista, tentou formar uma ampla coalizão em um estado que Trump venceu por 16 pontos. O presidente visitou o Kansas no domingo para mobilizar seus eleitores, e os republicanos esperam que o perfil conservador do estado acabe se mostrando um obstáculo intransponível para os democratas.Mas os democratas fizeram grandes movimentos para tornar o estado competitivo na reta final. Grupos democratas gastaram cerca de US$ 45,7 milhões em outubro, contra US$ 31,5 milhões dos republicanos. No início das últimas semanas da campanha, Hamilton tinha US$ 2,9 milhões em caixa, em comparação com US$ 810 mil de Marshall.7. IowaIowa mantém sua posição na disputa pela cadeira da republicana Joni Ernst, que está deixando o Senado.A média do Poll of Polls da CNN não aponta um líder claro na disputa entre o democrata Josh Turek e a deputada republicana Ashley Hinson, que aparecem com 46% e 45%, respectivamente.Trump venceu Iowa por 13 pontos em 2024, e o estado não elege um senador democrata desde 2008. Hinson também se mostrou uma das republicanas politicamente mais habilidosas que concorrem neste ciclo. Embora tenha feito campanha ao lado do presidente, Hinson procurou se distanciar de Trump em relação à guerra no Irã, às tarifas e às importações de carne bovina.Mas a deputada republicana ainda enfrenta a insatisfação dos eleitores com o aumento dos preços do diesel, dos fertilizantes e de outros produtos utilizados no estado, cuja economia depende fortemente da agricultura. Assim como no Kansas, os democratas gastaram mais do que os republicanos em outubro — neste caso, quase US$ 20 milhões a mais. Um dos principais anúncios democratas do período associa a deputada republicana aos altos preços da gasolina, às tarifas e à guerra com o Irã, enquanto os republicanos veicularam um anúncio que critica Turek por sua posição sobre imigração.Um desempenho forte esperado de Rob Sand, candidato democrata ao governo do estado, também pode beneficiar Turek no fim da disputa.8. MichiganMichigan caiu duas posições no ranking, enquanto novos sinais indicam que o democrata Abdul El-Sayed pode estar em vantagem sobre o ex-deputado republicano Mike Rogers — mesmo depois de um apoio surpreendente de um integrante do partido adversário nos últimos dias da campanha.A deputada democrata Haley Stevens decidiu, no domingo, abandonar El-Sayed e apoiar Rogers, em uma ruptura notável com seu partido. A tensão crescente entre El-Sayed e Stevens veio a público nos últimos dias da campanha, depois de uma primária acirrada e de uma nova discussão que girou, em grande parte, em torno de divergências sobre a ajuda dos Estados Unidos a Israel.O apoio de Stevens, anunciado menos de 48 horas antes do dia da eleição, destaca o desafio de El-Sayed para conquistar setores da coalizão democrata que apoiaram Stevens nas primárias, especialmente eleitores negros e judeus.Mas a decisão também levou democratas estaduais e nacionais — alguns deles sem simpatia por El-Sayed — a divulgar declarações enfáticas em seu apoio no domingo. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, de quem a CNN informou que havia apoiado Stevens de maneira informal nas primárias, acusou a deputada de uma “traição desprezível”.A média do Poll of Polls da CNN mostra El-Sayed à frente de Rogers em Michigan, por 50% a 45%. O resultado inclui uma pesquisa do New York Times/Siena, que apontou uma vantagem de 11 pontos para El-Sayed. Uma pesquisa da CNN, realizada pela SSRS no mês passado, revelou sinais de que o candidato progressista estava consolidando o apoio dos democratas, incluindo o voto de 95% dos eleitores prováveis do partido.Cerca de 1,5 milhão de votos antecipados já haviam sido depositados na disputa até domingo, aproximando-se de metade do total de votos registrados em Michigan durante todas as eleições de meio de mandato de 2022.No fim das contas, a disputa pode se resumir à avaliação dos moradores de Michigan sobre a economia, em meio aos altos preços da gasolina e à guerra comercial de Trump contra o Canadá. Um dos principais anúncios democratas das duas últimas semanas se concentrou na saúde, em uma tentativa de associar Rogers aos altos custos impulsionados pelas empresas farmacêuticas.O presidente trabalhou intensamente para mobilizar os eleitores de sua base em apoio a Rogers, que perdeu uma disputa pelo Senado em 2024, apesar de Trump ter aparecido no topo da chapa. Mas Rogers também enfrenta a impopularidade do segundo mandato de Trump. A aprovação do presidente entre os eleitores prováveis está em 33%, segundo uma nova pesquisa da CNN.9. Nova HampshireO deputado democrata Chris Pappas parece estar em uma posição mais confortável diante do ex-senador republicano John Sununu do que nos meses de verão.Uma pesquisa do Centro de Pesquisas da Universidade de New Hampshire apontou Pappas 12 pontos à frente de Sununu entre os eleitores prováveis do estado. O levantamento também mostrou o governador republicano Kelly Ayotte em empate técnico com sua adversária democrata, Cinde Warmington.Alguns republicanos ainda mantêm a esperança de que um desempenho forte de Ayotte possa beneficiar Sununu. Mas a avaliação negativa sobre Trump pode prejudicá-lo, apesar de suas tentativas de se distanciar do presidente.10. Carolina do SulA Carolina do Sul entra nesta lista pela primeira vez.Uma pesquisa do New York Times/Siena divulgada na semana passada mostrou um empate entre a senadora republicana nomeada Darline Graham e a democrata Annie Andrews, médica.Graham concorre a um mandato completo depois que seu irmão, Lindsey, morreu inesperadamente em julho. Ela teve momentos difíceis durante a campanha, especialmente quando afirmou, em um debate, que “segurança nacional não é minha praia”, ao ser questionada sobre Taiwan.Ela não conseguiu conquistar setores importantes da base republicana. O deputado republicano Ralph Norman, que estava no palco durante a declaração de Graham no debate e perdeu para ela em um segundo turno acirrado das primárias, revelou à CNN que toda a sua família não votaria em sua antiga adversária. Ele também afirmou que ela não é uma verdadeira conservadora. Trump visitou o estado duas vezes no último mês para mobilizar os eleitores republicanos.Andrews arrecadou significativamente mais do que Graham durante a campanha. Além disso, investimentos externos inundaram o estado, e cada lado deve gastar cerca de US$ 17 milhões nas duas últimas semanas, em uma corrida frenética para alcançar os eleitores.As características eleitorais do estado ainda favorecem Graham. Trump venceu a Carolina do Sul por 18 pontos em 2024. Mas o caráter acirrado da disputa está provocando apreensão entre alguns republicanos às vésperas da noite de apuração.11. GeórgiaOs republicanos começaram o ciclo eleitoral considerando a Geórgia uma das principais oportunidades de conquista de uma cadeira, mas, um dia antes da eleição, uma vitória do partido na disputa pelo Senado pode estar fora de alcance.O senador Jon Ossoff fez uma campanha forte e esteve à frente do deputado republicano Mike Collins — apoiado por Trump no segundo turno das primárias republicanas — durante toda a disputa. Ossoff também arrecadou e gastou muito mais do que Collins.A discussão em torno de Ossoff tem se concentrado menos na possibilidade de sua reeleição e mais em saber se ele decidirá buscar um cargo mais alto em 2028. Ele rejeitou repetidamente as especulações sobre uma candidatura à Casa Branca.Embora a expectativa seja de que vença nesta terça-feira, a influência política de Ossoff ainda será testada. O democrata da Geórgia trabalhou intensamente para impulsionar a candidata ao governo Keisha Lance Bottoms na disputa contra o republicano Rick Jackson. Por isso, vamos acompanhar se o apoio de Ossoff poderá ajudá-la a vencer essa disputa competitiva. (Uma vitória de Bottoms a colocaria em posição de preencher uma eventual vaga no Senado, algo de grande importância para os democratas que querem que Ossoff concorra à Presidência.)Outros estados no radarHá vários estados que acompanhamos durante esta disputa, mas que nunca chegaram a se tornar peças efetivas no tabuleiro eleitoral. Entre eles estão duas disputas com senadores republicanos que tentam a reeleição — Nebraska e Mississippi — e outra por uma cadeira ocupada por um senador democrata que está se aposentando, em Minnesota.Talvez essas disputas tivessem se tornado mais competitivas com mais dinheiro e tempo, mas, neste momento, uma mudança de partido nesses três estados seria uma grande surpresa nesta terça-feira.Eleições nos EUA: Qual é a diferença entre os red, blue e purple states?