A Justiça de São Paulo condenou um salão de beleza da capital a pagar R$ 15 mil em danos morais a uma cliente negra vítima de discriminação racial. A decisão é da juíza Simone Nojiecoski dos Santos, da 2.ª Vara do Juizado Especial Cível, que se baseou no Código de Defesa do Consumidor para punir o estabelecimento por ofensas realizadas por funcionárias.Segundo o processo, instaurado em 13 maio de 2025, o estabelecimento cobrou valores adicionais abusivos da cliente sob a justificativa de que o cabelo crespo demandaria “maior tempo e cuidado”.Posteriormente, a cliente descobriu que funcionárias usavam termos depreciativos contra ela em um aplicativo.A defesa do salão argumentou nos autos que as ofensas eram “linguagem figurada” ou com “sentido esportivo”.A magistrada rejeitou as alegações e enfatizou na sentença que “a associação pejorativa de uma mulher negra a um animal (…) constitui manifestação típica de desumanização histórica e degradação étnico-racial”.The post Salão de beleza que cobrou a mais por cabelo crespo é condenado a indenizar cliente appeared first on InfoMoney.