Conforme noticiado pelo Olhar Digital, uma operação de resgate do Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, em órbita da Terra há 20 anos, falhou. A espaçonave vai retornar ao nosso planeta de maneira totalmente descontrolada entre terça (3) e quarta-feira (4), segundo estimativas. Durante duas longas décadas de trabalho no espaço, o satélite utilizou três instrumentos científicos especializados para observar sinais luminosos intensos no Universo: o Telescópio de Alerta de Explosões (BAT), o Telescópio de Raios X (XRT) e o Telescópio Ultravioleta e Óptico (UVOT).No entanto, a altura da órbita diminuiu bastante nas últimas semanas devido ao atrito constante com os gases rarefeitos. A descida aproximou o observatório perigosamente da superfície terrestre, tornando o controle remoto totalmente impossível para os operadores em solo.Representação artística mostra o Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, orbitando a Terra. – Crédito: Chris Smith (KBRwyle)/Centro de Voos Espaciais Goddard/NASAFalha em missão robótica sela destino do telescópio espacial SwiftOs técnicos tentaram salvar a estrutura com uma missão robótica enviada por uma empresa parceira, mas o plano falhou porque a espaçonave de resgate sofreu problemas graves no sistema de estabilização, começou a girar sem controle e gastou combustível demais, impedindo o encaixe.Essa medida encerrou todas as atividades científicas programadas. Ainda não é possível saber o local exato onde os restos metálicos do Swift vão cair. Ao site Space.com, Darren McKnight, membro técnico sênior da LeoLabs, empresa especializada em monitoramento de tráfego espacial, revelou que “a maior parte vai derreter e vaporizar”.Segundo especialistas, a quantidade de satélites e peças antigas caindo na Terra aumentou bastante nos últimos anos. Felizmente, o risco de que algum pedaço cause danos graves em áreas habitadas é considerado muito baixo, já que a rota de queda passa principalmente por regiões oceânicas distantes dos continentes. As principais agências internacionais monitoram o espaço sideral diariamente para evitar surpresas. Componentes do Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA. – Crédito: NASAA maior parte do corpo principal do telescópio é feita de alumínio e materiais leves que derretem rapidamente no fogo intenso gerado pela alta velocidade. Apenas peças metálicas bem mais resistentes e lentes pesadas podem resistir às altas temperaturas e atingir o solo sem sofrer a vaporização completa durante a travessia rápida pela camada atmosférica terrestre, desafiando as previsões iniciais dos engenheiros responsáveis.Esses dados oficiais foram acompanhados de perto pelas autoridades responsáveis pelo setor tecnológico e espacial do governo dos EUA, que garantem total transparência sobre os riscos reais envolvidos na operação de descarte.Lixo espacial cresce com novos lançamentosO aumento constante no número de reentradas sem controle reflete o crescimento acelerado dos lançamentos espaciais recentes realizados por diversas empresas privadas ao redor do globo. Por causa disso, engenheiros aeroespaciais defendem que novos satélites sejam construídos com materiais mais adequados.Esses componentes devem ser projetados para desaparecer totalmente quando chegarem ao fim da vida útil no espaço ao redor da Terra, evitando a poluição orbital persistente. Empresas privadas e governos discutem novas regras para evitar que o lixo espacial cresça.A sustentabilidade fora do planeta tornou-se um tema urgente para garantir a segurança de todos nos próximos anos, exigindo investimentos pesados em tecnologia limpa e planos seguros de desativação para cada equipamento lançado ao cosmos pelas agências espaciais modernas.Gráfico do lixo espacial nas proximidades da Terra. – Créditos: ESAO monitoramento contínuo ajuda a proteger vidas e propriedades valiosas contra acidentes inesperados gerados por destroços antigos que completam seu ciclo de vida útil reentrando na atmosfera terrestre de forma desgovernada e imprevisível ao longo dos anos recentes.A comunidade científica internacional continua atenta aos desdobramentos desta reentrada histórica enquanto planeja novos métodos mais eficientes para lidar com o crescente tráfego de satélites obsoletos que orbitam o nosso planeta azul neste exato momento de expansão tecnológica.Eventos como este reforçam a necessidade urgente de regulamentações mais rígidas para o setor espacial global, garantindo que o progresso científico caminhe lado a lado com a segurança ambiental e a preservação da vida humana em terra firme.O post Telescópio espacial desativado da NASA deve cair na Terra esta semana apareceu primeiro em Olhar Digital.