Funcionária descobre que era filmada nua por patrão em imobiliária de MG

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Belo Horizonte — Uma ex-funcionária de uma imobiliária de Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, descobriu que era filmada nua enquanto usava o banheiro da empresa. O caso foi denunciado à Polícia Militar (PM), e é investigado por importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual.O suspeito é um empresário de 53 anos, dono do estabelecimento e ex-patrão da vítima. Em depoimento, ele admitiu ter escondido o próprio celular no banheiro para realizar as gravações.A mulher, que não trabalha mais na imobiliária, descobriu os registros por acaso, em 29 de junho. Segundo o relato dela, o empresário pediu que utilizasse o celular dele para fazer um pagamento. Ao acessar o aparelho, que estava desbloqueado, ela encontrou arquivos nos quais aparecia dentro do banheiro da empresa. Leia também Minas GeraisCâmeras em PMs viram campo de batalha da eleição em MG; veja posições Minas GeraisPrimeira PM trans de MG se aposenta após 31 anos e relembra trajetória Minas GeraisJustiça de MG torna réu sargento acusado de matar esposa capitã A vítima relatou ter encontrado mais de uma gravação e suspeitou que pudesse ter sido filmada em outras ocasiões. Ela registrou as evidências encontradas no aparelho e procurou a polícia.Empresário admitiu gravaçõesConforme o boletim de ocorrência, Hélio inicialmente negou ter colocado qualquer equipamento para registrar imagens no banheiro. Durante a ocorrência, porém, admitiu que havia escondido o próprio celular no local para filmar a funcionária.Ele afirmou ainda que não teria divulgado os vídeos. O empresário foi preso em flagrante, mas posteriormente colocado em liberdade.Além desse episódio, Hélio é alvo de outras denúncias envolvendo funcionárias e ex-funcionárias da imobiliária. Em publicação nas redes sociais, uma delas afirmou que o empresário já teria assediado trabalhadoras e exibido os órgãos genitais no ambiente de trabalho.O caso tramita sob segredo de Justiça. Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que, por esse motivo, não pode fornecer outras informações sobre o processo.O Metrópoles tentou contato com a defesa do empresário, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.