Artesãs de Salvador transformam resíduos de corda náutica em bolsas

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Desde 2022, os resíduos gerados pela fábrica de móveis da Tidelli estão sendo transformados em bolsas e acessórios de moda. O trabalho gera renda às artesãs do bairro Morada das Lagoas, em Salvador, comunidade vizinha à fábrica, além de reaproveitar materiais que seriam descartados.Acessórios de mesa posta, casa e decoração são exemplos de peças que hoje integram a coleção Upcycling. Em destaque, estão as bolsas. Trançadas à mão, uma a uma, cada bolsa é única. A matéria-prima é proveniente de sobras de corda náutica e tecidos, materiais usados na fabricação dos móveis que seriam descartados após o corte na linha de produção. Além dos resíduos da própria Tidelli, outras fábricas parceiras também doam materiais, ampliando a cadeia de reaproveitamento. “Essas cordas, por exemplo, eram pequenos pedaços que tinham como destino o lixo. Recuperamos esse resíduo e ensinamos as mulheres da comunidade a transformá-lo nessas peças”, explica Tatiana Mandelli, fundadora da Tidelli. A técnica de upcycling também é aplicada a resíduos de tecido, que viram bolsas, e a sobras de mostruários de decoração, matéria-prima da nova coleção de nécessaires que o Instituto prepara para lançar. “Podemos entregar ao resíduo uma função social mais relevante. A partir dessa experiência, queremos dar às pessoas a liberdade de fazer o próprio dinheiro e não depender de ninguém”, completa. Leia também: 1.Mulheres das periferias transformam mobilidade em oportunidade 2.De ervas medicinais a reflorestamento, mulheres lideram soluções climáticas Autonomia para mulheresPara apoiar as mulheres que vivem no entorno da fábrica e garantir oportunidade de renda, o Instituto Tidelli foi criado em 2022. Atualmente, mais de 30 mulheres participam do programa na comunidade e, segundo a companhia, parte delas já deixou o programa para abrir o próprio negócio a partir da experiência adquirida na produção das peças. “Foi uma experiência muito boa para eu me profissionalizar. Hoje sustento meus dois filhos com o que aprendi aqui”, conta Jocelina Reis, costureira do Instituto.Para Tatiana, o trabalho passa também pela autonomia das mulheres da comunidade. “Cada mulher que passa por aqui e conquista sua própria renda, multiplica esse resultado dentro de casa e na comunidade. O papel do Instituto Tidelli é dar às mulheres as ferramentas para construir sua independência financeira e ocupar um lugar de protagonismo”, afirma.As peças até então eram vendidas em pontos físicos selecionados, mas a instituição acaba de lançar um e-commerce. A coleção inclui os modelos Bolsa Sereia Upcycling, Bolsa Saco Upcycle, e Bolsa Flor Upcycling, esta última acompanhada de carteira e disponível nas cores azul, laranja e verde.The post Artesãs de Salvador transformam resíduos de corda náutica em bolsas appeared first on CicloVivo.