O Metrô de São Paulo vai ampliar o uso de câmeras corporais em suas linhas 1 (Azul), 2 (Verde), 3 (Vermelha) e 15 (Prata), com a implantação de 630 equipamentos para agentes de segurança metroviários. A medida integra uma nova etapa de modernização do monitoramento e busca reforçar a transparência, a segurança operacional e a gestão de evidências digitais.Segundo o material divulgado pela L8, empresa responsável pela implementação, o projeto tem custo estimado em cerca de R$ 10 milhões e prevê a instalação das bodycams em estações e bases de segurança ao longo de todo o trajeto atendido pelas quatro linhas.Câmeras corporais e gestão rastreável de evidênciasDe acordo com Leandro Kuhn, CEO da L8, a proposta vai além da simples gravação de imagens. “Quando falamos em gestão de evidências, estamos falando de garantir uma cadeia de custódia transparente, criptografada e rastreável. Na prática, isso significa que todas as informações capturadas pelas câmeras poderão ser preservadas com segurança e autenticidade. Mais do que reforçar a segurança, esse recurso amplia a transparência de uma operação que atende cerca de 3 milhões de passageiros diariamente”, afirma.Para isso, a empresa afirma que usará um software de gerenciamento e custódia de evidências digitais aderente ao Código de Processo Penal e à Lei nº 13.964/2019, conhecida como Pacote Anti Crime. Kuhn destaca ainda que o sistema emprega criptografia no dispositivo e na transmissão dos dados e aplica marca d’água rastreável, o que permite identificar visualizações ou exportações do arquivo sem alterar o conteúdo original.Implantação inclui treinamento, integração e suporte por três anosO contrato firmado entre as partes prevê não apenas o fornecimento dos equipamentos, mas também toda a infraestrutura tecnológica necessária para a operação. A L8 ficará responsável pelo projeto executivo, a partir de vistorias em 63 estações e no Centro de Controle de Operações, além da instalação dos equipamentos, integração do sistema aos ambientes operacionais do Metrô, treinamento das equipes e operação assistida nas quatro linhas.O pacote também inclui garantia técnica por três anos. As câmeras oferecem gravação em alta definição Full HD, autonomia mínima de 10 horas de operação contínua, conectividade via 4G, Wi-Fi e Bluetooth, GPS integrado e certificações internacionais de resistência à água, poeira e impactos. Além disso, o sistema automatiza a identificação dos agentes por tecnologia RFID, vinculando cada equipamento ao profissional responsável antes do início da jornada.Na avaliação do CEO da L8, a evolução tecnológica transformou esse tipo de recurso em uma plataforma mais ampla. “A tecnologia das câmeras corporais evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, elas deixaram de ser apenas equipamentos de gravação para se tornarem plataformas completas de gestão de evidências digitais. Nosso papel é entregar uma solução integrada que aumente a segurança operacional, preserve a confiabilidade das informações e dê suporte às equipes que atuam diariamente no sistema metroviário”, conclui Kuhn.O Grupo L8 informa que reúne 300 pessoas e já implementou mais de R$ 1 bilhão em projetos no Brasil. A empresa atua há mais de 12 anos no país e mantém operações nas áreas de Energia, Telecomunicações, Segurança Eletrônica e Cibersegurança, com certificações ISO 9001, ISO 27001, Certigov e operação 24×7 em prédio com certificação LEED Gold.O post Metrô de São Paulo moderniza monitoramento com câmeras corporais em 630 agentes apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.