Tratamento experimental pode reduzir por meses uma substância ligada a infarto e AVC

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Um tratamento experimental para lipoproteína, feito com um inibidor de RNA de pouca interferência, não canônico e de longa duração pode reduzir as possibilidades de infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).A Lipoproteína é uma substância diretamente associada ao risco de doenças cardiovasculares, como é o caso do AVC e do infarto. Altas concentrações dessa substância no sangue podem aumentar as chances de acidentes cardiovasculares.O tratamento inibidor de RNA de interferência, nomeado como Kylo-11 atua no combate à lipoproteína interrompendo a produção da substância no fígado.  Leia Mais Não é só perda de peso: estudo mostra novo papel da gordura na obesidade Estudo: reprogramação de células de defesa podem combater o Alzheimer Anvisa aprova novo remédio para o tratamento de câncer de rim AVC: Hipertensão é principal fator de risco e atinge também jovens, diz médica | CNN Sinais VitaisUm teste clínico realizado pelos pesquisadores do estudo, publicado na revista The Lancet e que é possível ler aqui, constatou que uma única dose subcutânea do medicamento reduz os níveis de lipoproteína em 97% na dose mais alta testada, com 600 mg.Um teste com pacientes, em um ano de controle com uma única dose e que os pacientes receberam doses a partir de 225 mg, houve uma redução da substância por até 48 semanas, o equivalente aproximado de 11 meses.De acordo com o estudo, isso acontece porque o Kylo-11 atua em conjugação de sítio duplo. O medicamento se coloca em dois locais diferentes, enquanto os silenciadores de RNA se ligam em um único local receptor, fazendo com que o Kylo-11 crie um reservatório intracelular mais estável e duradouro no fígado.Estudo científicoNo estudo é explicado que o teste foi realizado em 71 pacientes, que apresentaram reações leves ou moderadas, sem reações graves ou mortes relacionadas ao tratamento.O Kylo-11 se mostra eficaz também porque pode facilitar a adesão de pacientes ao tratamento, uma vez que o tratamento padrão pode ser realizado por uma vida toda, então um medicamento que necessita de aplicações de injeções com maior espaço de tempo pode ser uma opção em potencial. Por se tratar de um estudo de fase 1 (focado inicialmente em segurança e dosagem), os pesquisadores apontam que ainda é necessário testar o medicamento em uma população mais diversa de pacientes.Embora a redução da substância no sangue seja drástica e duradoura, estudos futuros de fases avançadas ainda precisam confirmar se essa redução química vai de fato se traduzir na diminuição real de infartos e AVCs no dia a dia dos pacientes. *Sob supervisão de Thiago FélixAVC: entenda causas, riscos e a importância do diagnóstico precoce