Flávio desconversa sobre contrato de Dark Horse e Vorcaro: "Não cabe a mim"

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) evitou responder, nesta sexta-feira (28/8), durante sabatina no Jornal Nacional, se tornará público o contrato relacionado ao financiamento de Dark Horse, filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Questionado diretamente sobre o documento, afirmou que a responsabilidade não seria dele.“A minha parte nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem e captar investidores. O contrato não cabe a mim”, declarou.O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, chegou a repassar R$ 61 milhões para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro. Durante entrevista no JN, Flávio ainda disse ter “total” interesse na transparência do caso e sustentou que as informações já vieram a público. “Tudo já veio à tona pela imprensa”, afirmou.Flávio afirmou que o patrocínio ao filme se trata de uma “relação privada” e que “não teve absolutamente nenhuma contrapartida da minha parte de favorecê-lo de alguma forma”.  “Então, mais uma vez, isso é um livro que está fechado, ressignificado e na prateleira, para quem quiser abrir e ter acesso a hora que quiser”, disse. Leia também BrasilFlávio aponta medida contra mudanças climáticas: “Saneamento básico” BrasilFlávio diz que convidou Cláudio Lottenberg para ser ministro da Saúde BrasilNo JN, Flávio Bolsonaro admite que vai respeitar o resultado das eleições BrasilFlávio Bolsonaro diz que Eduardo errou ao agradecer tarifaço de Trump Dark HorseO longa passou ao centro do noticiário em maio, quando vieram a público áudios e mensagens entre Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.As conversas mostraram que o senador pediu recursos ao banqueiro e chegou a cobrar novos pagamentos para a produção. Vorcaro repassou R$ 61 milhões ao projeto, de um financiamento que poderia chegar a R$ 134 milhões.Na época da divulgação das conversas, Flávio afirmou estar disposto a dar transparência ao negócio e tornar públicas informações sobre o financiamento. Até agora, porém, o contrato completo não foi divulgado.A produtora Go Up Entertainment apresentou uma perícia privada segundo a qual o filme custou cerca de R$ 75 milhões e não utilizou recursos públicos, mas o documento não detalha todos os financiadores nem apresenta a íntegra das notas fiscais e dos contratos relacionados às despesas.Durante a sabatina, Flávio insistiu que os recursos não foram recebidos por ele pessoalmente. “Eu não recebi dinheiro nenhum. Foi um patrocínio. O filme recebeu”, disse. Questionado sobre sua relação com Vorcaro, afirmou ainda que ela foi “sempre relativa ao filme”.Dark Horse é uma produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). O contrato original da obra, firmado em 2023, colocou a Go Up Entertainment como produtora e Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos.Neste mês, o filme obteve na Agência Nacional do Cinema (Ancine) o Registro de Obra Estrangeira, uma das etapas necessárias para uma eventual exibição comercial no Brasil.