Renan Santos diz que não esperava recuo de Toffoli: ‘Ele saiu minúsculo disso’

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O candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), comentou nesta terça-feira (01) o recuo do minsitro do Supremo Tribunal Federal (TSE), Dias Toffoli, sobre a proibição da sua campanha. Segundo criador do partido MBL disse que não espera a reversão da decisão nesta terça e associou o ocorrido ao vazamento das informações da ligação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, com o ex-banqueiro preso, Daniel Vorcaro. “Não esperava que viesse essa decisão e não esperava que fosse hoje. Diante de uma guerra nuclear no Supremo com Moraes, ele quis sair de foco. Tenho certeza que foi humilhante para Dias Toffoli essa decisão e que ele não queria isso. Toffoli saiu minúsculo disso”, disse o candidato. Para Renan Santos, o ministro voltou atrás porque a sociedade brasileira reagiu. “Meus rivais reagiram, outros ministro ficaram envergonhados. Ele voltou atrás porque não conseguiu sustentar”, disse o candidato, que acredita que a decisão esteja associada com o vazamento das mensagem entee Vorcaro e Moraes.Críticas ao STFAs declarações de Renan Santos foram dadas em um ato na noite desta terça-feira no MASP, na Avenida Paulista, em que ele não fez críticas aos ministros do STF. “Vorcaro é parte do mesmo crime organizado que o Moraes e Dias Toffoli. Não vai ser possível derrotar nem o PCC e nem o Comando Vermelho sem tirar os ministros do ST que são amigos da impunidade e defendsores do crime”, disse Renan. Ato foi marcado pro gritos de “fora Toffoli”. Recuo de ToffoliToffoli restabeleceu nesta terça a campanha de Renan Santos (Missão). A decisão também restabelece Aroldo Medina, candidato a vice. O ministro havia suspenso a campanha do candidato do Missão à Presidência por não ter informado dados de suas redes sociais a tempo.Segundo o ministro, as medidas foram tomadas de forma cautelar e teriam atingido parcialmente sua finalidade. Toffoli autorizou a propaganda digital exclusivamente nos perfis e endereços eletrônicos que já estavam devidamente regularizados no sistema DIVULGACANDCONTAS, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora e por perfil.Entenda a suspensãoO ministro Dias Toffoli suspendeu as campanhas de Renan Santos e Aroldo Medina. A decisão tomada no domingo (30) e publicada nesta segunda-feira (31) suspendeu atos de campanha na internet, repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates.Em contato com a Jovem Pan, o candidato do Missão reagiu à decisão e disse ser “um absurdo”.A medida de domingo aconteceu no dia seguinte ao magistrado retirar de pauta do processo de registro de candidatura do candidato do Missão.“Em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina (vice do candidato do Missão) informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026”, diz um trecho da decisão de sábado de Toffoli.O ministro explicou que a suspensão da candidatura de Renan aconteceu por falta de registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens usados na campanha. A lei apontada por Toffoli também prevê que perfis já existentes sejam informados no momento do registro e que novas contas sejam comunicadas em até 24 horas após a criação.A decisão afirmou que os perfis informados pela candidatura de Renan depois do registro só poderiam ser utilizados na campanha após 48 horas do registro dessas informações. Para o ministro, a comunicação prévia é necessária para permitir a fiscalização da propaganda eleitoral e a atuação das plataformas sobre os sistemas de recomendação de conteúdo.