Uso inadequado de IA pode enfraquecer a capacidade de estudantes, alerta professor especialista no assunto. Esta imagem foi gerada por IA, com o promt (comando) "crie uma imagem hiperrealista de um estudante usando uma ferramenta de IA para estudar. A cena se passa em uma escola no Ceará"Geração por IAO uso da IA fica proibido nas escolas para correção de provas e redações em todas as etapas do ensino, decidiu nesta terça-feira (1º) o Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado ao Ministério da Educação. A decisão é parte de uma nova diretriz ampla sobre o tema aprovada pelo CNE. Entre outros pontos, fica proibido o uso da IA por crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental sem supervisão.As diretrizes entrarão em vigor a partir de sua publicação no Diário Oficial da União. No entanto, os sistemas de ensino e as instituições educacionais terão o prazo de 12 meses, contados a partir da publicação da resolução, para se adequarem às novas regras. As normas têm como objetivo criar um “filtro ético-pedagógico” para o emprego da tecnologia em escolas e universidades.As novas regras estão descritas nas Diretrizes Orientadoras da Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira. O documento é um marco nacional para orientar escolas, universidades e sistemas de ensino públicos e privados sobre a incorporação da IA aos processos educacionais.As orientações abrangem todos os níveis, etapas e modalidades da educação e partem do princípio de que "a Inteligência Artificial deve ampliar as capacidades humanas e educacionais, sem substituir a responsabilidade, a mediação pedagógica e o julgamento das pessoas."As novas diretrizesProfessor sempre no controle (regência humana): a IA é apenas ferramenta complementar. Decisões sobre notas, aprovação, reprovação e punições devem obrigatoriamente ter validação e julgamento humano significativo.Blindagem da infância (Até o 5º ano): é proibido o uso direto, autônomo e não supervisionado de IA por crianças de até 10 anos. Qualquer uso eventual deve ser planejado e mediado pelo educador.Letramento e formação: o letramento crítico em IA (funcionamento, riscos e ética) passa a ser obrigatório no currículo dos alunos e na formação de novos professores.Prazos de implementação: as proibições têm força imediata, enquanto as escolas e universidades têm 12 meses para adequar suas políticas, regimentos e contratos de tecnologia.O que está proibido imediatamente:Correção de redações ou avaliações dissertativas por IA (mesmo como pré-correção ou sugestão de nota).Sistemas de reconhecimento de emoções de alunos ou professores.Decisões 100% automatizadas que afetem a vida ou a trajetória escolar do estudante.Vigilância biométrica contínua e uso de dados dos estudantes para publicidade.Punições disciplinares baseadas unicamente em detectores de plágio de IA.Em atualização