Flávio encontra ministro de Bukele e fala em reforma no sistema prisional

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu, na manhã deste domingo (30), com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, para discutir o combate à criminalidade.Após o encontro, em um hotel no centro de São Paulo, Flávio falou à imprensa que a conversa foi proveitosa e defendeu a inspiração no modelo salvadorenho para reformar o sistema prisional do Brasil. De acordo com ele, uma das medidas adotadas lá que poderia ser implementada no Brasil é a criação de um ministério exclusivo da segurança pública, que funciona sob a aba do Ministério da Justiça.  Leia Mais TSE deve definir limites para uso de IA em campanhas nesta terça-feira (1º) Um terço dos candidatos a governador são "forasteiros" em seus estados Flávio lança jogo para defender “tesouraço” e captar dados de apoiadores “A linha vai ser no endurecimento da legislação penal, construção de vagas em presídios para que a população tenha o direito de ir e vir. A ideia é criar um ministério para fazer essa gestão junto com as forças estaduais e as polícias municipais“, afirmou.O parlamentar disse que Villatoro teria o aconselhado sobre a importância de eleger aliados políticos para a aprovação de pautas e mudanças legislativas e citou os nomes de Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de SP, André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, candidatos ao Senado por São Paulo, e Sérgio Moro, candidato ao governo do Paraná pelo PL, presentes com ele no encontro. Luta contra o crime organizado é destaque em campanhas dos presidenciáveis | Bastidores CNNO modelo de combate à criminalidade de El Salvador é uma bandeira frequentemente invocada por nomes da direita do Brasil. No governo desde 2019, Nayib Bukele, presidente do país, vem aplicando uma política de forte repressão e tornou legal o uso de força letal pela polícia e pelo Exército contra integrantes de gangues.Desde 2022, o país vive sob um estado de exceção aprovado pela Assembleia Legislativa. O modelo, no entanto, é criticado por organizações internacionais de direitos humanos, que dizem que a repressão se expandiu para a sociedade civil e jornalistas.Flávio ainda afirmou que o Brasil tem poucos presos e precisa prender mais. “Tinha que ter mais [preso], só não tem mais porque a legislação é frouxa“. Um levantamento feito pela CNN Brasil em novembro de 2025 apontou que o país tem uma população carcerária de 726 mil pessoas.O levantamento foi feito com base no Geopresídios — plataforma do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que reúne informações atualizadas sobre inspeções no sistema prisional brasileiro.