Após ligação com o representante do USTR, Jemison Greer, o ministo do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou estar otimista com as negociações e que representantes do Brasil e dos Estados Unidos devem voltar a se reunir nas próximas semanas. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (31), Elias Rosa detalhou que nesta semana devem ocorrer reuniões entre técnicos dos dois países e, posteriormente, em nível ministerial.O ministro afirmou também que representantes de ambas as partes devem se reunir presencialmente “no final do mês ou um pouco adiante”.“O fato é que nós teremos, nos próximos dias, reuniões técnicas para aclarar as bases desse acordo possível. Nós não vamos seguir na linha do que vinha antes. Era uma proposta de acordo muito genérica que o Brasil já recusou, já afastou”, afirmou. Leia Mais PLOA 2027: Pretendemos ir revisando benefícios fiscais, diz Durigan PLOA: Governo projeta PIB com alta de 2,46% em 2027 Governo apresenta PLOA 2027 com despesas de R$ 2,8 tri e superávit primário Após a reunião nesta segunda, o representante brasileiro reiterou estar otimista com as negociações e que a postura dos Estados Unidos mudou após a ligação entre Lula e Trump.“Eu continuo mais otimista do que estava na semana passada, sobretudo agora, depois de telefonemas do presidente Lula com Trump. Parece haver, de fato, uma orientação clara do governo americano para que haja um acordo com o Brasil. Um acordo que reequilibre a relação, que equilibre a política tarifária”, destacou. “Greer mencionou que ele acompanhou o telefonema do presidente Lula e disse que também trabalhará para que nós cheguemos a um consenso ou um acordo”, concluiu. Segundo Elias Rosa, na reunião desta segunda, o chanceler brasileiro Mauro Vieira reiterou a discordância brasileira com os argumentos norte-americanos baseados na Seção 301. Brasil e EUA se reúnem para retomar negociações sobre novo tarifaço | LIVE CNNNa avaliação do ministro, as tarifas aplicadas pelos EUA estão excessivas e desbalanceadas. Ele afirmou que o Brasil vai se manter na mesa de negociação sem negociar assuntos essenciais para o país, como o Pix. “Nós deixamos claro, e eu mesmo reiterei, o propósito do presidente Lula para que nós, de fato, verdadeiramente, trabalhemos para que haja um acordo o mais avançado possível, que afaste essas tarifas indevidas ou injustas”, afirmou.“Nós reiteramos esse ponto. Nada do que possa causar dano aos interesses econômicos do país, dos interesses do Brasil, nós vamos negociar, vamos colocar na mesa”, concluiu.*Sob supervisão de João NakamuraEntenda o destino dos dólares arrecadados pelas tarifas de Trump