Nesta segunda-feira (31), Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, disse que conta com o apoio das Polícias Civil e Militar para deter as milícias no estado, caso seja eleito em outubro.“Tenho certeza que vou contar com ampla maioria dos policiais civis e militares para fazer o que tem que ser feito: impedir que a milícia se instale em São Paulo”, disse ele.Na ocasião, Haddad também afirmou que acha “muito grave o que está acontecendo” e que o estado está “numa situação muito delicada” em relação à criminalidade. Leia Mais Haddad prometerá combate ao “andar de cima” do crime em plano de governo Haddad reclama da remuneração de policiais: "um dos menores salários" Haddad deve lançar plano para segurança antes de programa de governo O candidato também voltou a criticar a gestão do atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).“Tem uma falta de comando e organização, o Tarcísio está deixando as instituições serem corroídas, normalizando o que em São Paulo nunca aconteceu”, disse.Anteriormente, o candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) já havia atacado a política de segurança pública do adversário, dizendo que a letalidade policial aumentou 80% durante o governo atual. De acordo com ele, apenas 5% dos crimes são investigados no estado e a autoria é esclarecida em 31% dos homicídios.O petista, que defende o uso ininterrupto de câmeras corporais, também já declarou que, como parte de seu plano para a segurança pública, pretende criar uma agência estadual de combate a facções criminosas.Segundo a proposta, órgãos como o da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público passariam por uma integração para que pudessem compartilhar informações de inteligência.“O Estado organizado derrota o crime organizado”, disse, ao defender o projeto.Novas imagens refutam abordagem a motorista de Haddad, dizem fontes da PM | AGORA CNN