O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), teve sua propaganda eleitoral na internet suspensa pelo Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, nesta segunda-feira (31). A manutenção irregular de perfis nas redes sociais motivou a decisão.A medida, que também vale para o candidato a vice da chapa, Aroldo Medina (Missão), inclui a suspensão de repasses do Fundo Eleitoral e do uso de eventuais quantias já recebidas.A proibição de participar de debates em emissoras de rádio e televisão, bem como sabatinas em podcasts e demais meios de comunicação é outra determinação.Em pronunciamento na rede social X, Renan negou irregularidades e chamou a decisão de “injusta e ilegal”, afirmando que vai ao tribunal contestá-la. Ele também trocou a foto de perfil para uma imagem do seu rosto com a palavra “Censurado”.TSE alega prazo descumpridoDe acordo com Toffoli, o candidato do Missão perdeu o prazo para informar à Justiça Eleitoral todos os perfis que mantém nas redes sociais. Isso deveria ter sido feito no momento do registro da candidatura ou em até um dia após a criação de novos canais.Porém, a campanha teria perdido o prazo oficial para repassar a lista de contas que divulgam conteúdos favoráveis a Santos;Com isso, elas não foram incluídas na filtragem determinada pelo TSE como regra para o período eleitoral;Até o fim da campanha eleitoral, contas pertencentes a candidatos não podem ser recomendadas pelos algoritmos das redes sociais para as pessoas que não são suas seguidoras;Sem receber o filtro, os perfis de Renan teriam se aproveitado dos mecanismos de recomendação para chegar a mais usuários, segundo Toffoli.Após a decisão do TSE, o candidato mudou sua foto de perfil no X. (Imagem: X/RenanSantosMBL/Reprodução)O ministro determinou que as plataformas adotem providências para preservar os conteúdos postados a partir do dia 7 de agosto e suspendam os perfis envolvidos, excluindo-os do sistema de recomendação em até seis horas. O não cumprimento da medida pode resultar em multa de R$ 10 mil por hora para cada conta.Também foi ordenado o fornecimento das informações referentes às datas de criação, postagens e impulsionamentos desses perfis do dia 7 de agosto em diante, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Toffoli solicitou, ainda, que a campanha de Renan Santos preste esclarecimentos sobre as irregularidades.A regra que resultou na penalização divulgada agora pelo TSE foi alvo de críticas de uma integrante do governo de Donald Trump. Saiba o que ela disse nesta matéria.