O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou nesta segunda-feira (31) que o aporte de R$ 6 bilhões nos Correios previsto pelo governo não representa uma “simples” transferência de recursos à estatal, mas uma medida para viabilizar a reestruturação da empresa.“No caso dos Correios, não se trata de fazer um Pix de R$ 6 bilhões. Ao contrário, trata-se de construir um processo de correção de rota na estatal. Quando olhamos para os resultados que foram publicados no fim de semana, temos vários resultados importantes, as medidas estão em operação e o caixa está melhorando”, afirmou o ministro durante evento do BTG Pactual. Leia Mais Ajuste fiscal virá de gatilhos e revisão de despesas, afirma Moretti Justiça do RJ decreta falência do grupo Refit, alvo de operações da PF Brasil tem "oportunidade de ouro" para reduzir juros, diz André Esteves Segundo Moretti, os recursos serão a contrapartida para que a empresa se reestruture, volte a competir no mercado e recupere sua capacidade operacional.O ministro afirmou que a estatal já vem implementando medidas de gestão, como um programa de demissão voluntária (PDV), e afirmou que o Ebitda e o caixa estão apresentando desempenho melhor que o projetado.Moretti disse ainda que a capitalização só foi possível dentro do Orçamento de 2027 porque o governo realizou uma revisão das despesas obrigatórias, ampliando a margem para gastos discricionários.O aporte de R$ 6 bilhões, segundo ele, estará integralmente previsto no Orçamento, dentro da meta de resultado primário e do limite de despesas.O ministro ressaltou que a operação difere de capitalizações realizadas anteriormente fora da regra fiscal. “Não é que os R$ 6 bilhões sejam suficientes, muito pelo contrário, o que é importante é que a gente tome medidas de gestão nos Correios, que possam competir no mercado e volte a ser uma empresa forte”, afirmou.Bruno Moretti reforçou ainda que, para o Orçamento de 2027, o governo trabalha com instrumentos já aprovados, visando a contenção dos gastos públicos. Os gatilhos operando conjuntamente retiram das despesas obrigatórias cerca de R$ 20 bilhões.Com isso, haverá uma base maior para as despesas discricionárias. “Mas eu devo dizer, por outro lado, que a saúde segue com os recursos previstos para os programas necessários para o ano que vem, porque, de novo, quando nós recebemos o orçamento de 2023, por exemplo, havia corte de 60% na farmácia popular, o que não acontecerá agora.”