Onimusha: Way of the Sword é o novo capítulo da clássica franquia de ação da Capcom, que retorna após anos longe dos holofotes. O título coloca o jogador no controle de Miyamoto Musashi, um Onimusha que se vê no meio de uma guerra entre os Oni e Genma. Para isso, a desenvolvedora apostou em uma versão sombria e fantástica de Kyoto e tem em seu sistema de combate o ponto mais alto de toda a experiência. A ideia aqui é dominar o controle da espada, como um verdadeiro samurai e saber exatamente quando defender e, principalmente, atacar. Essa não foi primeira vez que o TechTudo teve contato com o jogo. Durante a Summer Game Fest de 2026, em Los Angeles, o jornalista que escreve essa matéria pôde conferir uma gameplay exclusiva. Dessa vez, recebemos o jogo antecipadamente da Capcom e pudemos testar por mais de 30 horas no PC. E, spoiler: é um dos nossos favoritos do ano. Confira a nossa análise completa de Onimusha: Way of the Sword, disponível também para PlayStation 5 (PS5), Xbox Series X, Xbox Series S, Nintendo Switch 2.🎮 Review | Assassin's Creed Black Flag Resynced faz o clássico envelhecer ainda melhor📲 Comparador de celulares do TechTudo: veja os melhores para jogarOnimusha: Way of the SwordArte/TechTudo➡️ Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews👉 Quais são os 10 melhores jogos na sua opinião? Opine no Fórum do TechTudoInitial plugin textReview de Onimusha: Way of the Sword | Confira o que será analisadoOnimusha: Way of the Sword vale a pena?História de Onimusha: Way of the SwordGameplay se destaca pelo equilíbrio'Se você vive pela espada, a força é tudo'Sistemas de progressão são simplificadosDesempenho no PC foi instável1. Onimusha: Way of the Sword vale a pena?Onimusha: Way of the Sword é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores jogos de 2026. E isso acontece em um ano de muitos acertos da Capcom. Com Resident Evil: Requiem e PRAGMATA, a desenvolvedora nos entregou três lançamentos de altíssimo nível e mostra, mais uma vez, toda a força que tem.Review | Resident Evil: Requiem vale o hype e entrega tensão do início ao fimReview | PRAGMATA encanta com protagonistas carismáticos e combate intensoO que mais encanta, sem sombra de dúvidas, é o combate. Tudo funciona muito bem, desde a sensação de controlar Musashi até as combinações que vão sendo desbloqueadas e entendidas ao longo da campanha. O sistema de parry é muito bem construído, assim como o de esquiva, e essas mecânicas ganham ainda mais importância nas lutas contra os chefões. Cada um deles é único e exige que você realmente entenda seus movimentos. Além disso, Onimusha te convida a perder: às vezes, é preciso falhar mais de uma vez para de fato entender o que precisa ser feito e, assim, triunfar.Onimusha: Way of the Sword deverá ter mais gameplay revelado no Capcom Spotlight antes de seu lançamentoDivulgação/CapcomTodo esse sistema ganha ainda mais vida em um Japão feudal repleto de mistério, mitologias e ameaças aos Oni e Onimushas, antiga raça mítica e guerreiros que combatem as forças demoníaca. Muito bonita e bem construída, toda essa atmosfera realmente remete ao universo dos samurais. O jogo é muito bem lapidado, tem cutscenes cinematográficas e consegue transformar cada grande confronto em um momento especial. Tive alguns dos melhores momentos da minha jogatina justamente nas batalhas mais difíceis, quando finalmente conseguia entender o que precisava fazer para derrotar um inimigo que parecia impossível.E falando em Miyamoto Musashi, o protagonista é um show de carisma. A Capcom realmente surpreende a cada jogo pela capacidade de criar personagens marcantes, vide Leon e Grace em RE: Requiem e Hugh e Diana em PRAGMATA. Musashi é muito divertido de controlar e traz uma camada extra para a história, afinal, ele existiu na vida real. Logo no início, já aparecem várias sacadas e piadinhas que mostram o cuidado da empresa em construir um protagonista que fosse além do simples samurai sério e sisudo.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoQuando comparo Onimusha com outro grande jogo de samurai, como Ghost of Tsushima, por exemplo, sinto que Musashi tem muito mais personalidade. Na minha opinião, o protagonista de Ghost of Tsushima é um personagem mais simples, com poucas nuances que o tornam realmente inesquecível. Existe toda a questão da lealdade, da honra e do juramento, mas senti que isso pouco evolui ao longo da jornada. É um personagem pouco carismático, quase uma esponja para os acontecimentos ao seu redor.Musashi, por outro lado, faz muito sentido dentro da trama e tem personalidade própria. Os personagens secundários também seguem esse caminho e ajudam a construir uma história muito bem fechada. Existe um cuidado evidente em fazer com que cada um tenha seu espaço e contribua para a jornada.Honestamente, Onimusha foi, com certeza, uma das minhas melhores jogatinas deste ano de 2026. É um jogaço, com um combate excelente, personagens marcantes, chefes desafiadores e um universo muito bem construído. Vale muito a pena ser jogado e, provavelmente, também vai te encantar.Confira outras análises do TechTudoStar Wars Zero Company acha seu caminho em uma galáxia não tão distanteMetal Gear Solid Master Collection Vol. 2 é presente para fãs da sagaHalo: Campaign Evolved impacta com visuais únicos na nova era do Xbox007 First Light entrega o jogo de James Bond certo na hora certaCrimson Desert tem história fraca, mas acerta no que se propõe2. História de Onimusha: Way of the SwordA história de Onimusha se passa em uma versão sombria e fantástica de Kyoto, no início do período Edo. A cidade foi tomada por nuvens de Miasma, uma força sobrenatural que abre caminho para a chegada dos Genma, criaturas vindas das profundezas do inferno que atravessam portais até o mundo humano.Para enfrentá-los, Musashi recebe a Manopla Oni, um artefato que lhe concede poderes além dos limites humanos. A manopla também permite absorver as almas dos Genma derrotados, recurso que tem papel importante na progressão do personagem, ajudando a melhorar equipamentos e desbloquear novas habilidades ao longo da jornada.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoÉ justamente nessa relação que está parte da explicação para o nome da franquia. Onimusha (鬼武者) pode ser entendido como "guerreiro oni", e a ideia central está justamente no guerreiro humano que recebe o poder dos Oni para enfrentar os Genma. Em Onimusha, essa relação ganha ainda mais importância porque Musashi, um espadachim que deseja alcançar o topo por sua própria força, inicialmente não quer aceitar o poder oferecido pela Manopla Oni. Segundo o diretor Satoru Nihei, esse contraste entre a ambição do guerreiro e o poder sobrenatural que ele recebe é uma das tensões centrais da história.Ou seja, Musashi não é apenas um samurai empunhando uma espada. A Manopla Oni o coloca em contato direto com um poder sobrenatural que ultrapassa os limites humanos e se torna fundamental para sua luta contra os Genma. Ao mesmo tempo, a Capcom trabalha essa relação de forma diferente de uma simples história de poder: Musashi precisa lidar com uma força que, inicialmente, nem mesmo deseja possuir.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoE a escolha de Miyamoto Musashi como protagonista também não aconteceu por acaso. Segundo Satoru Nihei, a equipe queria criar sua própria interpretação de uma figura histórica já lendária e presente em diversas obras ao longo dos anos. A ligação do Musashi histórico com Kyoto também ajudou a torná-lo uma escolha natural para o projeto, permitindo que a Capcom explorasse a cidade e suas lendas dentro do universo de Onimusha.Musashi é, afinal, uma das figuras mais conhecidas da história japonesa e aparece constantemente em obras de ficção. O espadachim também é tradicionalmente associado a O Livro dos Cinco Anéis, obra que continua sendo conhecida e estudada fora do Japão até hoje.Esse cuidado em usar uma figura histórica como ponto de partida, sem abandonar a liberdade da fantasia sombria, adiciona uma camada extra à história de Onimusha. Não se trata de reproduzir a vida real de Musashi, mas de apresentar uma nova interpretação do guerreiro dentro do universo da franquia. A Capcom aproveita sua relação com Kyoto e a reputação construída em torno de seu nome para colocá-lo em uma cidade tomada pelo Miasma, transformando um dos espadachins mais conhecidos da história do Japão no protagonista de uma nova luta contra os Genma.3. Gameplay se destaca pelo equilíbrioOnimusha: Way of the Sword não é exatamente um jogo de mundo aberto no sentido tradicional. A estrutura funciona mais como um híbrido entre um grande hub semiaberto e missões principais mais lineares. O leste de Kyoto é o coração dessa exploração: é ali que se concentram boa parte das missões secundárias, eventos aleatórios e outras atividades, além de servir como uma espécie de base para Musashi. É nessa região, inclusive, que fica o templo onde o protagonista se instala, encontra seus aliados e pode aprimorar seus poderes.Boa parte das missões principais, por outro lado, acontece fora desse hub, em locais mais específicos, como templos e castelos. Nesses momentos, Onimusha assume uma estrutura muito mais linear e conduz o jogador por caminhos relativamente definidos até o objetivo final. Essa divisão funciona bem porque permite que o jogo ofereça momentos de exploração sem transformar toda a experiência em um mundo aberto tradicional.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoNo início, o jogador encontra uma Kyoto completamente devastada pela guerra e pela invasão dos Genma. À primeira vista, existe até o risco de o hub parecer vazio demais, mas isso faz sentido dentro da própria narrativa. A cidade está tomada pelo Miasma, contaminada por demônios e com poucos sobreviventes dispostos a circular pelas ruas. Por isso, inicialmente existem menos pessoas para encontrar, conversar e interagir, além de uma quantidade mais limitada de missões secundárias e eventos. Conforme Musashi avança na história, porém, essa situação começa a mudar.As nuvens de Miasma vão sendo dissipadas e diferentes regiões passam por um processo de purificação. Aos poucos, os moradores começam a se sentir seguros o suficiente para sair dos esconderijos e voltar às ruas, fazendo com que Kyoto também evolua junto com o jogador.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoExiste uma mecânica bem construída por trás dessa transformação. Boa parte da purificação acontece através das fendas espalhadas pelo mapa. São rachaduras que permanecem ativas e continuam liberando Genma. Para fechar uma delas, é preciso derrotar todos os inimigos que surgem durante o confronto. Depois que a última leva é eliminada, Musashi consegue selar a fenda e absorver sua energia com a Manopla Oni, fortalecendo o protagonista.Mas as fendas não são a única ameaça presente em Kyoto. Em algumas regiões, existe uma espécie de vegetação corrompida que também precisa ser destruída. Enquanto ela permanece no cenário, aquela área fica marcada por uma espécie de vulto avermelhado e causa dano sempre que o jogador tenta atravessá-la. Ao eliminar essa vegetação, a contaminação desaparece e o local pode ser explorado normalmente.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoEssa diferença também fica clara no próprio mapa. Regiões ainda dominadas pelo Miasma aparecem completamente escuras, com as bordas marcadas em vermelho. Já as áreas liberadas voltam à aparência normal, embora ainda possam apresentar uma leve marcação avermelhada enquanto existir alguma vegetação corrompida por perto. É justamente a combinação entre fechar as fendas e limpar essas áreas contaminadas que abre novos caminhos pelo mapa e fortalece Musashi ao mesmo tempo.A purificação também libera o acesso aos espelhos espirituais espalhados por Kyoto. Eles funcionam como uma espécie de checkpoint e oferecem diferentes recursos, como viagem rápida, aprimoramento de habilidades e acesso ao depósito de amuletos. Esses itens podem oferecer vantagens importantes, como ajudar a reviver, aumentar a quantidade de vida ou reduzir o dano recebido durante os combates. A interação com esses espelhos também está diretamente ligada à Manopla Oni. Apenas Musashi consegue utilizá-los, já que o poder Oni presente no artefato reconhece esse tipo de marco.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoEsse desenho faz com que o mundo de Onimusha: Way of the Sword pareça mais responsivo às ações do jogador. Mesmo dentro de uma narrativa mais linear, é possível perceber que aquilo que Musashi faz tem impacto direto no estado de Kyoto. E, para mim, essa é uma escolha acertada da Capcom. A estrutura evita que o jogador passe tempo demais em um mundo aberto tradicional e corra o risco de se cansar da exploração.O mundo semiaberto de Onimusha funciona justamente porque não domina toda a experiência. Ele existe para mostrar como Kyoto reage e se transforma conforme Musashi avança na campanha, enquanto o grosso das missões principais continua acontecendo em ambientes mais fechados, específicos e lineares.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoNo fim das contas, essa divisão entre hub e missões lineares é o que sustenta o ritmo do jogo: a exploração tem seu espaço, mas nunca disputa protagonismo com a história de Musashi e com os confrontos que fazem do combate o grande destaque de Onimusha.4. 'Se você vive pela espada, a força é tudo'O combate de Onimusha: Way of the Sword é, sem dúvida, o ponto alto do jogo, com ritmo quase dançante. A jogabilidade passa muito longe da preocupação inicial de que o título pudesse se transformar em um simples button masher ou soulslike. A experiência está muito mais ligada a entender os movimentos dos inimigos, sentir o ritmo dos confrontos e combinar tudo isso com o momento certo para esquivar, defender, refletir ataques e contra-atacar. No fim das contas, o principal objetivo em Onimusha é dominar a espada.Existem diferentes recursos ativos e habilidades especiais que podem ser utilizados, principalmente durante os confrontos contra chefões, que estão entre os momentos mais interessantes da campanha. Muitos deles possuem movimentos bem estabelecidos e, quanto mais tempo o jogador passa enfrentando determinado adversário, melhor entende seus padrões e descobre como reagir. É um equilíbrio interessante porque o jogo não cria uma barreira excessivamente difícil, mas também não torna os confrontos simples demais.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoO primeiro chefão, por exemplo, pode representar uma batalha complicada justamente porque o jogador ainda está aprendendo como o sistema funciona. Ainda não existe um domínio completo da espada, dos movimentos ou do timing necessário para defender e atacar. Conforme a história avança, os chefes naturalmente se tornam mais difíceis, mas o jogador também evolui junto com o protagonista e passa a compreender melhor as possibilidades do combate.É justamente aí que Onimusha: Way of the Sword se torna extremamente responsivo. Quanto mais o jogador aprende a dominar suas mecânicas, melhor consegue jogar. E o processo de aprendizado não é particularmente difícil. Aos poucos, o combate começa a ganhar um ritmo quase hipnotizante. Quando você entende o momento certo de defender e consegue responder corretamente aos ataques dos inimigos, encaixando defesas, esquivas e contra-ataques, a sensação é extremamente recompensadora. É uma das melhores experiências que o jogo consegue proporcionar.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoAlém disso, realizar sucessivos aparos e desvios bem-sucedidos também pode ativar a Espada Escaldante, que aumenta consideravelmente o poder ofensivo do protagonista. A mecânica funciona como uma recompensa direta para quem consegue dominar o ritmo dos confrontos e se torna especialmente útil contra os chefões. Ao manter uma boa sequência de defesas e esquivas, é possível fortalecer a espada e aproveitar esse aumento de dano para acelerar batalhas que naturalmente exigem mais tempo e precisão para serem concluídas.Entrando um pouco mais nos detalhes do sistema de combate, os oponentes possuem duas barras: uma amarela e outra vermelha. A barra amarela representa a vida. Quando ela chega ao fim, o inimigo é derrotado. Já a barra vermelha funciona como uma espécie de medidor de postura. Ao esgotá-la, o adversário perde o equilíbrio e fica muito mais vulnerável aos ataques enquanto tenta se restabelecer.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoContra inimigos comuns, esgotar essa barra pode praticamente definir o confronto. Eles ficam vulneráveis e permitem encaixar combos capazes de acabar com sua vida muito mais rapidamente. Já contra os chefões, esse momento cria uma grande abertura para causar uma quantidade considerável de dano. E essa é uma das características mais interessantes do combate: os ataques comuns nem sempre são tão eficientes quanto saber se defender.Em Onimusha, muitas vezes, a melhor forma de atacar é justamente através da defesa. Ao refletir corretamente os golpes dos inimigos, o jogador reduz a barra de postura dos chefões. Quando ela finalmente chega ao fim, eles ficam extremamente vulneráveis e surge a oportunidade de causar uma grande quantidade de dano. Tudo isso também acontece de maneira bastante cinematográfica e bem executada. Quando a barra vermelha de um chefão é completamente esgotada, é possível escolher determinados pontos para atacar.Existem, principalmente, pontos vermelhos e roxos. Os pontos vermelhos permitem causar uma grande quantidade de dano ao adversário. Já os roxos causam menos dano, mas rendem orbes que podem ser absorvidos pela Manopla Oni. Esses orbes possuem diferentes funções: os azuis ajudam a preencher a barra necessária para utilizar armas ou habilidades especiais Oni, desbloqueadas ao longo da campanha, enquanto os amarelos ajudam a recuperar a vida do protagonista.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoIsso cria uma decisão interessante durante os confrontos. É possível priorizar o máximo de dano possível ou escolher recursos que podem ajudar durante o restante da batalha. Dependendo da situação, recuperar vida ou preencher a barra das habilidades especiais pode ser mais importante do que simplesmente atacar. Esses recursos também podem acelerar bastante os combates, principalmente porque as habilidades e armas especiais oferecem vantagens importantes contra inimigos mais poderosos. Existem, portanto, diferentes abordagens para derrotar os chefões. Mas, para mim, a principal continua sendo saber se defender e, acima de tudo, dominar a espada.O arco e flecha também amplia, ainda que de forma complementar, as possibilidades do jogador. Ele está longe de ocupar a mesma importância da espada e não se torna o centro do combate, mas funciona bem em situações específicas. O sistema é responsivo e acertar inimigos na cabeça pode facilitar bastante alguns confrontos, chegando a eliminar determinados oponentes com apenas um disparo.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoSua principal função, no entanto, está na exploração e na resolução de puzzles. O arco é utilizado para interagir com elementos do cenário, como quebrar cadeados e acessar determinadas áreas, tornando-se uma ferramenta útil durante a jornada de Musashi. É um sistema secundário, mas bem integrado ao restante da experiência e que oferece mais uma possibilidade ao jogador sem tirar da espada o protagonismo que ela merece.Essa visão de que a espada é o elemento mais importante está muito presente em Onimusha: Way of the Sword. Não necessariamente como uma mensagem central da história, mas certamente como a principal mecânica do jogo e também como uma de suas características mais bem desenvolvidas. As cenas de luta são cinematográficas, os confrontos são muito bem construídos e existem diversas mecânicas que ajudam a impedir que o combate se torne monótono. Quando o jogador consegue executar uma defesa ou contra-ataque no momento certo, além de reduzir a barra de postura do inimigo, também pode iniciar situações especiais.Uma delas é um duelo de espadas em que é preciso responder ao ataque do oponente com o botão contrário. Se o embate começa com um ataque leve, representado pelo quadrado no controle do PlayStation, por exemplo, é necessário utilizar o ataque pesado, representado pelo triângulo, para vencer o confronto. É uma dinâmica simples, mas muito bem executada e capaz de gerar grandes resultados durante as batalhas. Também existem outros momentos de duelo em que é necessário apertar rapidamente um botão para vencer o embate. Ao conseguir, o jogador causa bastante dano e reduz significativamente a barra de postura do adversário.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoSão pequenos elementos como esses que fazem com que o combate não se torne repetitivo. Pelo contrário, o sistema se mantém interessante justamente porque existem diferentes formas de reagir aos inimigos e aproveitar as oportunidades criadas durante cada confronto. Para mim, o combate de Onimusha: Way of the Sword está muito longe de ser repetitivo. É um sistema extremamente bem executado e, sem sombra de dúvidas, um dos melhores combates com espada que já joguei. Ele não busca o mesmo nível de realismo de outros jogos do gênero, mas também está longe de ser simples. Existe um equilíbrio muito bem construído entre acessibilidade, desafio e profundidade.Onimusha: Way of the Sword é, de ponta a ponta, um jogo bem equilibrado, e é o combate que carrega esse equilíbrio com mais força: entre tudo que o jogo acerta, é nele que mora o seu maior trunfo.5. Sistemas de progressão são simplificadosO sistema de aprimoramento acontece principalmente nos espelhos espirituais, que, além da viagem rápida, permitem melhorar aspectos específicos do personagem: traje, espada e manopla, usando materiais coletados pelo mapa, como tecido de algodão, couro e ferro. Esses materiais aparecem explorando o cenário, abrindo baús e artefatos, ou ajudando pessoas em situação de risco contra os Genma.Existe também um sistema de árvore de habilidades, dividido em habilidades básicas e especiais. As básicas impulsionam os golpes de espada e arco e flecha, além de mecânicas como furtividade, velocidade de corrida, dano ao interagir com objetos, carregamento mais rápido do arco e a própria esquiva. A árvore não é muito extensa, o que é positivo: o jogo guia o jogador para os aprimoramentos que fazem mais sentido em cada momento, então não tem muito espaço pra errar a escolha, e ainda é possível redefinir a árvore inteira quando quiser (tanto a básica quanto a especial). Pra evoluir as habilidades básicas, são usados dois recursos: almas vermelhas, obtidas ao derrotar inimigos comuns e chefões, e a pedra do poder, mais rara e ligada ao avanço na história e nas missões.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoAs habilidades especiais, por sua vez, aprimoram os poderes Oni do personagem, força Oni, agilidade Oni, visão Oni, além de armas especiais desbloqueadas ao longo da campanha, que só funcionam com o poder Oni (o mesmo orbe azul mencionado na parte de combate). Para evoluir essas habilidades, são usadas as pedras Oni.Outro sistema interessante é a bolsa Hozuki, feita de tecido Oni e usada para regenerar vida em combate. Existem diferentes tipos de bolsa desbloqueáveis ao longo da campanha, e cada uma pode ser aprimorada de forma distinta: muda tanto a quantidade de vida recuperada por uso quanto o número de Hozukis (as "frutinhas" de cura) que dá pra carregar, começando em quatro ou cinco e podendo chegar a seis ou mais com upgrades. É basicamente uma forma de montar seu próprio loadout antes de ir pra batalha.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoPor fim, há os amuletos, que reforçam pontos específicos das habilidades de Musashi: alguns aumentam a força de ataques após um parry ou esquiva perfeita, outros reduzem a perda de vigor ao levar dano, entre outros efeitos. Assim como o restante do equipamento, também podem ser aprimorados com materiais encontrados pelo mundo.Fica claro que nada ali foi posicionado à toa: a progressão acompanha de perto a curva de dificuldade, exigindo que o jogador esteja cada vez mais preparado conforme a história avança. É um dos aspectos em que a Capcom acertou a mão sem chamar tanta atenção para si.6. Desempenho no PC foi instávelTestei Onimusha no PC, numa configuração com processador Intel Core i7-7700K (4 núcleos e 8 threads, até 4,5 GHz), 16 GB de RAM, placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 5060 com 8 GB de VRAM e driver de GPU na versão 591.86. O desempenho foi bem interessante no geral, mas com alguns pontos que deixaram a desejar.O primeiro é a diferença grande entre a qualidade visual das cutscenes, muito cinematográficas e bem cuidadas, e a da gameplay em si; não que o gráfico durante o jogo seja ruim (pelo contrário, tem uma estética sombria muito boa), mas o salto entre os dois momentos fica mais evidente que o normal, principalmente em configurações mais modestas como a que usei.Onimusha: Way of the SwordVictor Bastos/TechTudoO segundo ponto é o tempo de loading entre trechos do jogo. Em vários momentos, ir a pé de um ponto a outro do leste de Kyoto acabava sendo tão rápido quanto (ou mais) do que usar a viagem rápida, justamente pela demora do carregamento, algo destoante do padrão de loads rápidos que os jogadores já esperam nessa geração de hardware.O acabamento técnico compensa boa parte disso: ao longo de toda a experiência, praticamente não encontrei bugs. São ressalvas pontuais, que pesam pouco perto do que Onimusha representa como um dos grandes lançamentos do gênero nos últimos anos.⭐ Nota final:Initial plugin textMais do TechTudo