Carro por assinatura avança no mercado brasileiro à medida que consumidores e empresas buscam mais previsibilidade nos gastos com mobilidade. No Grupo Toriba, a procura pela modalidade cresceu 40% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.A mudança acompanha um cenário em que a propriedade do 0 km perde espaço para modelos de uso mais flexíveis. Em vez de arcar com despesas como seguro, IPVA, manutenção, documentação e revenda, parte dos clientes prefere pagar uma mensalidade para usar o veículo por um período determinado.Locadoras ampliam espaço para a assinaturaOs dados do setor ajudam a dimensionar essa tendência. Segundo o Anuário Brasileiro do Setor de Locação de Veículos 2026, da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), a frota de automóveis e comerciais leves chegou a 1,7 milhão de veículos em 2025, alta de 6,2% sobre o ano anterior. A entidade informa ainda que 54% da frota está concentrada na Gestão e Terceirização de Frotas (GTF), categoria que inclui veículos por assinatura.No Grupo Toriba, rede de concessionárias com atuação na capital, litoral e Grande São Paulo, esse comportamento já aparece na demanda. Atualmente, a empresa é a maior rede de assinaturas de Volkswagen e Stellantis do Brasil.“Percebemos um crescimento de 40% na procura pela modalidade. O resultado mostra o interesse de consumidores que querem ter acesso a um carro novo sem assumir todos os custos e responsabilidades relacionados à propriedade do veículo”, afirma Marco Tondeli, diretor comercial do grupo.A lógica da assinatura concentra em uma única mensalidade parte dos gastos que normalmente acompanham a posse de um automóvel. A Assinatura Toriba oferece contratação 100% digital para pessoas físicas e jurídicas. O cliente escolhe o modelo, o prazo e a franquia de quilometragem e inclui na mensalidade itens como IPVA e licenciamento, seguro, manutenções preventivas e assistência 24 horas. Não há entrada e, ao final do contrato, o veículo pode ser devolvido para a contratação de outro 0 km. Combustível e multas não entram no pacote.“Na assinatura, o consumidor passa a olhar menos para a propriedade do veículo e mais para a experiência de uso. A previsibilidade dos gastos e a possibilidade de trocar de carro sem precisar lidar com a revenda estão entre os fatores que mais despertam interesse”, explica Tondeli.Carro por assinatura e a preferência por SUVsA preferência por SUVs também se destaca no setor. Em 2025, os SUVs representaram 21,7% dos automóveis e comerciais leves adquiridos pelas locadoras, com 136.726 unidades, segundo a ABLA. “Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Volkswagen Tera estão entre os modelos mais procurados nos últimos cinco anos na Toriba, e os eletrificados também ampliaram sua presença nas frotas de locação”, afirma Tondeli. A empresa também oferece Jeep Compass, Volvo XC60, Volvo XC90 e GWM Haval H6.A tendência não se limita ao consumidor pessoa física. Para as empresas, a terceirização da frota pode transformar custos com veículos em uma despesa mensal mais previsível e, ao mesmo tempo, reduzir a necessidade de destinar recursos e estrutura interna à gestão dos automóveis. Segundo a ABLA, entre 20% e 25% das empresas privadas brasileiras têm frotas terceirizadas, ante até 70% na Europa e nos Estados Unidos.“A assinatura permite preservar o caixa e evitar que a gestão dos veículos se transforme em uma atividade administrativa adicional”, completa o diretor comercial.Ao final do contrato, o cliente pode devolver o veículo e escolher outro modelo, mantendo a possibilidade de dirigir um 0 km sem passar pelo processo de venda do automóvel anterior. “Na assinatura, o consumidor não precisa pensar em quando vai vender o carro, mas em qual será o próximo carro”, conclui Tondeli.Com 65 anos de história, o Grupo Toriba integra o Grupo Unipetro e reúne 19 operações voltadas à comercialização de veículos zero-quilômetro, seminovos certificados e carros por assinatura, além de serviços com atendimento personalizado.O post Carro por assinatura ganha força com alta de 40% na procura por previsibilidade de custos apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.