O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia à Casa Branca, após meses de tensão com o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Próximo do vice-presidente JD Vance, Driscoll é o mais recente integrante de alto escalão a deixar o Pentágono sob o comando de Hegseth.A saída ocorre enquanto os Estados Unidos permanecem envolvidos em uma guerra com o Irã e mantêm milhares de soldados mobilizados no Oriente Médio. Driscoll também ganhou projeção ao ser escolhido pelo presidente Donald Trump para participar de negociações com Moscou e Kiev sobre o fim da guerra na Ucrânia.Conforme o divulgado pela imprensa norte-americana, Driscoll manifestou à administração preocupações sobre os esforços de transformação e de prontidão do Exército. Na avaliação dele, essas iniciativas estariam sendo prejudicadas por decisões de Hegseth, incluindo a demissão de generais.O Exército não comentou a saída. Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, elogiou a atuação de Driscoll à frente da pasta.“O secretário Driscoll tem sido altamente eficaz no avanço da agenda do presidente Trump para tornar os Estados Unidos fortes novamente no Departamento do Exército, oferecendo uma liderança excepcional durante operações militares históricas, restaurando a ênfase na prontidão e na letalidade, auxiliando nas negociações entre Rússia e Ucrânia, entre outras ações”, afirmou.3 imagensFechar modal.1 de 3Secretário de Defesa dos EUA, Pete HegsethAndrew Harnik/Getty Images2 de 3Dan Driscoll, ex-secretário do Exército dos EUAPhoto by Nathan Posner/Anadolu via Getty Images3 de 3Donald Trump e Pete HeghsethAnna Moneymaker/Getty ImagesDesgaste com HegsethUma autoridade norte-americana, de acordo com a imprensa internacional, afirmou que o chefe do Pentágono considerava Driscoll uma ameaça dentro da burocracia do Departamento de Defesa e já pretendia afastá-lo havia algum tempo.O desgaste entre os dois ganhou força após Hegseth promover mudanças no comando das Forças Armadas americanas. Em abril, o secretário de Defesa demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George.A decisão teria surpreendido Driscoll e aumentado sua frustração com Hegseth.Em abril, Driscoll contou a parlamentares que, após a demissão, sua família foi até a casa de George e o abraçou.Em junho, Hegseth também afastou o comandante das forças do Exército dos EUA na Europa e bloqueou pessoalmente a promoção de oficiais de alta patente da Força. Leia também MundoEUA sobre restrição de vistos: “Trump está protegendo o povo americano” MundoEUA: Pentágono alerta que prolongamento de guerra no Irã é “insustentável” MundoExército dos EUA anuncia terceira noite seguida de ataques contra o Irã MundoEUA sanciona empresas ligadas ao Exército cubano e nora de Raúl Castro Confirmado por Trump para o cargo de secretário do Exército em fevereiro de 2025, Driscoll defendia uma transformação da Força, com maior agilidade na aquisição de equipamentos e armamentos.O secretário também criticava a atuação das grandes empresas do setor de defesa e cobrava mudanças na relação entre o Exército e os principais fabricantes de armas.“A base industrial de defesa, de modo geral, e as grandes contratadas, em particular, enganaram o povo americano, o Pentágono e o Exército”, afirmou Driscoll no ano passado.Como secretário do Exército, ele era responsável por questões relacionadas ao treinamento e ao equipamento dos soldados.