Dividendos: 10 ações que mais pagaram proventos em 2026 — e uma chega a dividend yield de 12%

Wait 5 sec.

Um levantamento realizado pela Comdinheiro/Nelogica com as 52 empresas que compõem o Índice de Dividendos (IDIV) identificou as 10 companhias que mais se destacaram no pagamento de proventos, considerando o Dividend Yield (DY) acumulado no ano até 31 de julho de 2026.Segundo Gabriel Fenili, especialista sênior na Comdinheiro/Nelogica, o levantamento mostra a presença de empresas de setores tradicionalmente reconhecidos pela distribuição de dividendos, como seguradoras e utilities.As incorporadoras também ganharam espaço entre os destaques deste ano.A PetroReconcavo (RECV3) aparece na liderança, com DY de 12,1%. Na sequência estão Log Commercial (LOGG3), com 11,04%, e Taesa (TAEE11), com 7,83%.Confira as 10 maiores pagadoras de dividendos de 2026PosiçãoEmpresaTickerDY/ano (%)Dividendos 2026 (R$/ação)1PetroreconcavoRECV312,10%R$ 1,362Log Commercial LOGG311,04%R$ 3,223TaesaTAEE117,83%R$ 1,474CPFL EnergiaCPFE37,68%R$ 3,865BB SeguridadeBBSE37,05%R$ 2,666AllosALOS37,02%R$ 2,057Metal LeveLEVE35,81%R$ 2,048CemigCMIG45,75%R$ 0,699LavviLAVV35,75%R$ 1,0210JHSF PartJHSF35,38%R$ 0,55Para o investidor que busca renda com ações, o Dividend Yield é uma das principais métricas utilizadas para avaliar o retorno proporcionado pelos proventos.O indicador, contudo, é uma variável relativa. Ele considera os valores distribuídos pela empresa a título de dividendos, juros sobre capital próprio, rendimentos ou outros proventos em relação ao preço de negociação da ação na Bolsa.Por isso, uma ação pode apresentar um Dividend Yield elevado não apenas porque a companhia distribuiu um volume expressivo de proventos, mas também porque houve uma queda no preço do papel.Dessa forma, o especialista sênior, Gabriel Fellini, recomenda que o investidor não utilize o DY de maneira isolada na hora de avaliar uma empresa.Apesar do desempenho positivo, o levantamento ainda ressalta que o cenário exige cautela dos investidores. Questões geopolíticas, as eleições e a trajetória dos juros podem influenciar a distribuição de proventos pelas companhias.*Com supervisão de Juliana Américo