Velocidade e falta de habilitação lideram mortes no trânsito em Campinas

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A velocidade inadequada ou excessiva e a falta de habilitação já causaram 10 mortes no trânsito em 2026 e lideram as causas dos sinistros fatais registrados em Campinas até julho, segundo boletim da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).Entre os 26 óbitos em vias urbanas, 16 casos foram analisados pelo Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito, do qual a Emdec faz parte. Desse total, cinco envolveram velocidade e outros cinco a ausência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).Velocidade e falta de habilitação concentram os fatores de riscoO ranking de fatores de risco aponta velocidade e falta de habilitação com 5 casos cada, o equivalente a 31% em ambos os grupos. Em seguida, aparecem álcool na direção, com 3 casos (19%); falta de capacete, com 2 casos (13%); evitabilidade e violência urbana, com 2 casos cada (13%); além de transitar em local proibido, direção perigosa, linha de cerol e comportamento de pedestre, com 1 caso cada (6%).O boletim informa ainda que um mesmo sinistro pode reunir mais de um fator de risco. Em 2025, a velocidade também liderou as mortes em vias urbanas, com 32 sinistros fatais, quase 44% dos 73 casos analisados. Já a falta de habilitação apareceu como o quinto fator de risco, com dez casos, quase 14%.Leia também:Monitoramento do trânsito por câmeras chega à Benjamin Constant e JBD em CampinasAbrigo Amigo ultrapassa 4,1 mil acionamentos e reforça proteção às mulheres em CampinasPavimento de concreto começa a ser implantado na Avenida Moraes Salles no Centro de CampinasCampinas registra queda de 50% nas mortes no trânsito no primeiro semestre de 2026Velocidade no trânsito preocupa Campinas com mais de 5 mil infrações acima de 50% do limite TIC Eixo Norte gera expectativa em Campinas com promessa de reduzir tempo de viagem e aquecer a economiaCampinas reforça fiscalização e reduz mortes em vias urbanasAlém do impacto nas mortes, a velocidade segue como a conduta de risco mais comum no trânsito campineiro, com 55% do total registrado até julho. No período, Campinas somou 283,3 mil infrações por excesso de velocidade. Desse total, 5,2 mil ocorreram acima de 50% do limite permitido, condição que eleva o risco de sinistros de maior severidade.O excesso de velocidade é identificado pelos radares. Atualmente, Campinas conta com 148 pontos de fiscalização eletrônica ativos. Neste ano, a cidade também ampliou a operação com dois novos pontos na avenida John Boyd Dunlop, próximo ao Terminal BRT Satélite Íris, e outros dois na avenida Ruy Rodriguez, perto da rua Plácido Soave e do Terminal Ouro Verde.Já a falta de habilitação, assim como entregar o veículo ou permitir que uma pessoa sem habilitação conduza, somou quase 700 infrações em 2026, segundo a Emdec. A fiscalização ocorre por agentes da mobilidade urbana e em blitze integradas.Apesar dos números preocupantes, Campinas registrou redução em todos os índices de mortes no trânsito pelo sétimo mês consecutivo. Nas vias urbanas, houve 26 óbitos até julho, o que representa queda de 35% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 40 casos. Entre pedestres, a redução chegou a 46%; entre motociclistas, a 14%.A íntegra do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito está disponível no site da Emdec.O post Velocidade e falta de habilitação lideram mortes no trânsito em Campinas apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.