Micro e pequenas empresas que optarem pelo Simples Nacional precisam tomar, a partir desta terça-feira (1/9), uma decisão que vai impactar diretamente a forma de recolhimento de tributos no início da implementação da reforma tributária.O prazo para a escolha vai até 30 de setembro e vale para definir como será o pagamento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no primeiro semestre de 2027. Leia também BrasilReceita antecipa adesão de empresas ao Simples Nacional de 2027 BrasilMudança no Simples Nacional pode custar R$ 50 bilhões à União BrasilGoverno Lula estuda atualizar limites do MEI e Simples Nacional Os dois tributos fazem parte do novo modelo tributário aprovado pelo Congresso Nacional e substituem, de forma gradual, impostos federais, estaduais e municipais sobre o consumo.As regras foram aprovadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional e integram o processo de adaptação do regime ao novo sistema tributário, que começa a ser implementado em 2027.As empresas terão que escolher entre dois caminhos. O primeiro é permanecer no modelo tradicional do Simples Nacional, com recolhimento unificado de tributos por meio do Documento de Arrecadação do Simples (DAS).Nesse formato, a empresa mantém a simplificação do regime, mas não poderá aproveitar créditos de IBS e CBS ao longo da cadeia produtiva.A segunda alternativa é optar por um modelo de transição, no qual a empresa continua enquadrada no Simples para os demais tributos, mas passa a recolher IBS e CBS separadamente.Nesse caso, há possibilidade de aproveitamento de créditos tributários, o que pode influenciar a competitividade de empresas que compram insumos ou atuam em cadeias produtivas mais complexas.A decisão, segundo as regras do novo sistema, precisa ser feita ainda em 2026 para valer no início de 2027. O prazo antecipado marca uma mudança importante na lógica de funcionamento do Simples Nacional, que tradicionalmente permite adesões e ajustes com menor grau de antecipação.