Haddad sobre agro: “Setor ganha muito dinheiro em nossos governos”

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O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) classificou como “curiosa” a resistência que o setor do agronegócio brasileiro têm em relação aos candidatos petistas nas eleições de 2026. Haddad cumpre agenda de campanha pelo interior de São Paulo nesta terça-feira (1º/9).“Eu chego a achar curiosa essa resistência, porque o agro só ganha muito dinheiro nos nossos governos. Eu vou dar um exemplo. Eu fiz lá no Ministério da Fazenda quatro Planos Safra, um melhor que o outro, reconhecido pelo agro. O agro nunca produziu tanto, o agro nunca exportou tanto. O Brasil vai ser o maior produtor de alimentos do mundo superando os Estados Unidos neste ano”, afirmou em entrevista à EPTV Campinas. Leia também São PauloVox: Tarcísio tem 55,3% contra 35,1% de Haddad e venceria no 1º turno em SP São PauloEm sabatina, Haddad diz nunca “ter ouvido o nome” de Roberta Luchsinger São PauloMPE arquiva apuração, mas caso de motorista de Haddad segue na polícia Grande AngularMaior doação de pessoa física a Tarcísio é 100 vezes a de Haddad O ex-ministro da Fazenda ainda criticou o comportamento da família Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas sobre o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. “Com o tarifaço do Trump, que prejudicou São Paulo, festejado pelo Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Tarcísio, que botou o bonezinho do Trump, nós diversificamos a pauta de exportação e abrimos 600 mercados para o agro, inclusive de São Paulo”, disse.Cálculos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apontam que São Paulo, sendo o estado brasileiro mais impactado pelo tarifaço, pode deixar de movimentar US$ 3 bilhões. Entre as regiões do estado mais impactadas pela medida estão Sorocaba, Campinas, Franca e Birigui, no interior, o Grande ABC, na região metropolitana, e o Vale do Paraíba.No início desta semana, representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos se reuniram para dar sequência às negociações comerciais retomadas após um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.Taxa das blusinhasQuestionado sobre a taxa das blusinhas, o Imposto de Importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, Haddad defendeu a cobrança e destacou a continuidade de 17% de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo recolhido pelos estados.“Quem começou a cobrar foram os governadores. Tarcísio começou a cobrar o ICMS, foi ao governo federal fazer um convênio com os Correios para passar a cobrar ICMS, já que era o Correio que trazia [as encomendas] pra cá. E não foi o governo federal que decidiu o imposto federal. Foi o Congresso Nacional por unanimidade”, disse.O candidato ao governo de São Paulo também falou sobre as propostas que pretende implementar caso seja eleito, como um gabinete coordenado pelo governador para o combate ao crime organizado com cooperação de órgãos federais e estaduais.