Um estudo encontrou pegadas na Formação Botucatu, que cobre áreas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que comprovam que mamíferos muito grandes andavam entre os dinossauros, há 130 milhões de anos.De acordo com a pesquisa, as maiores pegadas chegam a 11,4 centímetros de comprimento e 13, 4 cm de largura. Os pesquisadores acreditam que essas marcas podem ser de um animal de, aproximadamente, 1,55 metro de comprimento.Essa altura é considerada pelos cientistas muito superior ao esperado para os mamíferos que estiveram entre os dinossauros antes da extinção. Pelas particularidades das pegadas, o animal seria, para os pesquisadores, semelhante com um cão de grande porte, com algumas feições de rato. Leia Mais Escorpião do tamanho de um cachorro? Entenda descoberta milenar Nova espécie de dinossauro pescoçudo maior que T-Rex é descoberta; veja Descoberta de fóssil no Ceará indica existência de antigo mar na região O principal sinal que comprova a hipótese dos pesquisadores é o formato das marcas de pegada deixadas no solo. Apesar de não ser possível identificar com precisão qual foi a espécie que deixou as pegadas, é analisado que ela se parece com pegadas de mamíferos, só que ampliadas. As pegadas também não se assemelham aos padrões reconhecidos de pegadas de dinossauros ou crocodilos.• Reprodução | Journal of South American Earth Sciences 183 (2026) 106223Além disso, a distância entre uma marca e outra é de 40 cm. A combinação do tamanho, formato e espaçamento das pegadas ajudou com que os pesquisadores estimassem as dimensões do animal.O estudo publicado no Journal of South American Earth Sciences foi publicado no início de agosto deste ano e pode ser lido aqui, foi realizado por pesquisadores da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), do UniSATC (Centro Universitário SATC) e da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).A descoberta pode mudar os conhecimentos atuais sobre os mamíferos do período Mesozóico, pensados como animais pequenos e discretos, para evitar predadores maiores. A nova hipótese traz a possibilidade de que mamíferos de porte considerável ocupavam posições maiores do que o previsto na cadeia alimentar.Apesar das pegadas não comprovarem a dieta do animal, os pesquisadores acreditam que ele seria onívoro, podendo ter se alimentado de mamíferos menores, invertebrados e até mesmo de dinossauros de pequeno porte.Mesmo que a descoberta traga inovações, os cientistas ressaltam que ainda não é possível responder todas as dúvidas, pois ainda faltam os ossos do animal. Uma pegada pode tornar possível calcular um tamanho aproximado, mas não as características, por exemplo, do formato do crânio, dentes ou porte do esqueleto.Fóssil revela tartaruga gigante que viveu na Amazônia há 40 mil anos