A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (2/9), a segunda fase da Operação Forlands, que investiga um grupo suspeito de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A ação conta com o apoio da Receita Federal.Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba, em endereços nas cidades de Curitiba (PR) e Itapema (SC). Leia também Mirelle PinheiroPF afasta servidor do INSS por fraudes em perícias médicas Mirelle PinheiroGrupo que saía de SP para roubar imóveis de luxo no MT é alvo de operação Mirelle Pinheiro“Equipe Astro”, braço armado do CV, é alvo de operação no Rio Mirelle PinheiroHomem é preso após defender estupro como “dever” e atacar mulheres na web Também foram determinadas medidas de bloqueio de imóveis, veículos e saldos em contas bancárias vinculados aos investigados, no valor de até R$ 5 milhões.Segundo a investigação, uma das formas de atuação do grupo envolvia a negociação de diversos veículos, incluindo modelos de luxo, com pessoas ligadas ao tráfico de drogas. As transações seriam realizadas de maneira suspeita, com o uso de nomes de interpostas pessoas e empresas “laranjas”.A investigação teve início a partir de documentos obtidos durante a Operação Follow the Money, deflagrada em março de 2024 e também voltada à apuração de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.OperaçãoA primeira fase da Operação Forlands foi realizada em 24 de abril de 2025. Na ocasião, foram apreendidos diversos bens considerados de interesse para a investigação, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.Após a análise do material recolhido, a PF identificou indícios de que os investigados teriam continuado a praticar atos voltados à lavagem de ativos mesmo após as ações policiais anteriores.Nesta segunda fase, o material apreendido será analisado pela corporação e pela Receita Federal. Os elementos deverão ser apresentados ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal para o prosseguimento das investigações.Os investigados poderão responder pelas penas previstas para os crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.