Fabricante chinesa processa Pentágono para sair de lista de restrições dos EUA

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A fabricante de chips chinesa CXMT processou o Pentágono para reverter uma decisão que colocou a empresa em uma lista de companhias que auxiliam o exército chinês. O processo federal foi iniciado na última sexta-feira (28), alegando que a empresa não tem ligação com as Forças Armadas do país.A ação foi protocolada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia e aponta os danos comerciais e de reputação que a fabricante sofre desde a inclusão na lista. Uma das maiores empresas chinesas, a CXMT foi inserida nesta lista durante o governo de Joe Biden em janeiro de 2025, mas foi mantida nas atuais regras da administração Trump.O processo alega que a CXMT passou mais de um ano fornecendo dados ao Pentágono para provar não possuir vínculos com o exército chinês. O Departamento de Defesa teria publicado um aviso confirmando que a empresa seria removida da lista, mas retirou o comunicado do ar no mesmo dia.CXMT se tornou a mais valiosa da chinesa após IPO nos últimos meses. (Imagem: Pedro Pardo/GettyImages)"A CXMT não é afiliada aos militares chineses. Projetamos, produzimos e vendemos chips DRAM para uso civil e comercial, não para uso militar", diz a companhia. Em contrapartida, ao ser procurado pela Reuters, o Pentágono pontuou que “não comenta litígios em andamento” por conta das suas políticas internas.Impactos no mercadoChamada de arbitrária, a classificação fornecida pelo Pentágono carece de evidências factuais e viola direitos, segundo a CXMT. Como consequência, a companhia de chips pode receber uma série de restrições comerciais pelo fato de estar na lista, dificultando sua expansão global.Ao longo de 2026, a CXMT se tornou a principal empresa chinesa em atividade e uma das principais fabricantes de memórias RAM. Com a crise de componentes, a empresa viu uma oportunidade para se destacar ao desenvolver hardware essencial para PCs, smartphones e servidores de inteligência artificial (IA).A companhia registrou um salto expressivo de 874% em sua receita no primeiro semestre e tem planos de longo prazo para entrar no mercado dos Estados Unidos. Rumores indicam que até mesmo a Apple abriu negociações para ter a empresa como uma de suas fornecedoras, mas as conversas não evoluíram.Por falar em memórias, a MSI voltou a usar chips DDR4 no lançamento de notebooks para driblar a crise de componentes. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail