Por que os assistentes de condução estão sendo desligados pelos motoristas?

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A tecnologia embarcada nos carros novos não para de crescer, mas nem sempre é bem recebida por quem está ao volante. Uma pesquisa feita no Reino Unido mostrou que 21,3% dos motoristas desativam a frenagem automática de emergência, enquanto quase 18% evitam usar o assistente de permanência em faixa. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. O levantamento ouviu 1.350 motoristas britânicos durante o verão de 2026 e revelou que até recursos desenvolvidos para aumentar a segurança acabam ficando desligados. O controle de cruzeiro adaptativo, por exemplo, nunca é utilizado por 25,9% dos proprietários, e outros 7% afirmaram não saber como operá-lo.A resistência aos sistemas de assistência está ligada, em parte, à forma como eles atuam. Alguns motoristas consideram as intervenções da frenagem automática e do assistente de faixa agressivas ou desnecessárias, preferindo assumir totalmente o controle da condução.Por que carro elétricos não têm painéis solares no teto para recarregar as baterias? Continua após a publicidadeJá os equipamentos mais simples parecem ter conquistado espaço no cotidiano. O Bluetooth é considerado indispensável por 58,3% dos entrevistados, enquanto a câmera de ré é utilizada regularmente por 45,7%. Navegação integrada e para-brisa aquecido também aparecem entre os recursos mais usados.–Divulgação/Mercedes-Benz Continua após a publicidadeO mesmo não acontece com alguns equipamentos mais sofisticados. Apenas 22% dos proprietários de carros com bancos de massagem usam a função regularmente. O head-up display com realidade aumentada é utilizado por 22,4%, e a partida remota, por 24,5%.A idade também influencia essa relação com a tecnologia. Cerca de 68% dos motoristas entre 25 e 44 anos usam o Bluetooth regularmente, percentual que cai para 49,7% entre aqueles com 55 anos ou mais. O carregamento sem fio também é mais popular entre os mais jovens: 44,4% dos motoristas de 35 a 44 anos utilizam o recurso, contra 20,7% dos maiores de 55.Os modos de condução, apesar de cada vez mais comuns, também não parecem fazer parte da rotina da maioria. Apenas 27,3% dos entrevistados disseram utilizá-los regularmente. Continua após a publicidadeA pesquisa mostra que a corrida das montadoras para adicionar novos recursos aos carros nem sempre acompanha o interesse de quem os compra. Enquanto funções simples se tornam praticamente indispensáveis, tecnologias mais complexas (incluindo algumas voltadas à segurança) ainda enfrentam resistência ou acabam esquecidas. Publicidade