Comércio e serviços pedem que PEC do 6×1 não avance antes das eleições

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A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e suas 34 federações e sindicatos filiados lançaram neste sábado (29) uma campanha contra a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 antes das eleições.Após a recente reaproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), o parlamentar deu encaminhamento à PEC que prevê o fim da escala 6×1.A proposta foi enviada para a análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde o relator será o senador Omar Aziz (PSD-AM). Leia Mais Análise: Os custos econômicos com a redução da escala de trabalho Fim da 6x1: votação em plenário ainda é dúvida e depende de quórum Relator da PEC 6 x 1 diz à CNN que “nenhum senador é louco de votar contra” Com o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”, a entidade faz um apelo aos senadores para que a discussão sobre a mudança da jornada de trabalho não seja acelerada.Segundo a CNC, o setor terciário considera que uma alteração constitucional nas regras trabalhistas neste momento pode aumentar a pressão sobre empresas, principalmente as micro e pequenas. A entidade cita como fatores de preocupação os juros elevados, o crédito caro e restritivo, o endividamento das famílias, a inadimplência das empresas, o desinvestimento e a saída de companhias estrangeiras do país.A confederação também menciona o fim da chamada “Taxa das Blusinhas”, que reduziu a isenção para compras internacionais de baixo valor, como parte do cenário de pressão sobre o varejo nacional.“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais”, afirmou a CNC na nota.A entidade defende que eventuais mudanças na jornada sejam discutidas por meio de negociação coletiva, considerando as características de cada setor e região.“Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva”, afirmou.Embora Alcolumbre tenha sinalizado a aliados que a votação em plenário deva ocorrer apenas depois das eleições, o tema deve ganhar novos contornos nos próximos dias de esforço concentrado no Congresso Nacional.