AEAMESP defende planejamento metroferroviário para ampliar competitividade no Brasil

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A AEAMESP defendeu o planejamento metroferroviário como eixo para ampliar a competitividade econômica, melhorar a mobilidade e apoiar a sustentabilidade no Brasil, durante a abertura da 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, em São Paulo, nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026.Na avaliação da entidade, a organização da mobilidade sobre trilhos pode ajudar a enfrentar gargalos logísticos, reduzir impactos do trânsito nas grandes cidades e fortalecer a inclusão social. “Nós precisamos discutir qual é o padrão de desenvolvimento que desejamos para o futuro do nosso país. Vivenciamos grandes gargalos no transporte de produtos agrícolas, entre outros do setor produtivo, em função da infraestrutura precária de conservação das rodovias. Nas grandes metrópoles brasileiras, temos o crescimento urbano desordenado, a expansão dos congestionamentos e das periferias, os acidentes rodoviários e os efeitos da poluição para a saúde de todos. Sair desse quadro exige planejamento e reorganização da mobilidade, e o transporte sobre trilhos é a melhor solução”, frisou Ayrton Camargo, presidente da AEAMESP para o triênio 2026 a 2029.Autoridades defendem mais investimentos e governança no setorA sessão de abertura reuniu representantes de diferentes instituições do setor metroferroviário, que destacaram a necessidade de novos investimentos, políticas públicas e governança para ampliar o transporte de bens e pessoas sobre trilhos. Michel Cerqueira, diretor-presidente da CPTM, afirmou: “Planejar mais é o caminho para que possamos implementar mais soluções. Não importa quem fez, quem fará. Importa o que está sendo implantado para a população. Nesse sentido, o Plano de Logística e Investimento do Estado de São Paulo, com vistas até 2050 é estratégico, pois trará inovação de forma organizada no atendimento aos passageiros. O setor metroferroviário é imbatível em regularidade das viagens”.O evento também destacou o plano coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) do governo paulista, voltado ao desenvolvimento e à modernização dos modais de transporte. Além disso, a AEAMESP apontou a ausência de mecanismos de captura, pelo poder público, da valorização imobiliária gerada pelo transporte sobre trilhos como um dos desafios para o setor.“Nós queremos uma rede ferroviária gigante. É por isso que empresas globais gigantes do setor querem se tornar brasileiras”, comentou Alexandre Lamarck Sobreira, diretor de projetos da TIC Trens. A concessionária responde pela implantação, operação e manutenção do Trem Intercidades Eixo Norte (TIC), que ligará São Paulo a Campinas, e do Trem Intermetropolitano (TIM), entre Jundiaí e Campinas, além da operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi.Evento reúne debates sobre mobilidade, economia e transição energéticaNo encerramento do primeiro dia, o ex-embaixador do Brasil na Inglaterra e nos Estados Unidos, Rubens Barbosa, relacionou infraestrutura de transporte, economia e geopolítica. Ele afirmou: “O Brasil não conseguirá consolidar sua inserção competitiva no comércio global e nem cumprir suas metas ambientais se continuar refém de uma matriz de transporte desequilibrada. O modal ferroviário vai além da pauta da mobilidade, é um ativo estratégico para reduzir o custo Brasil, atrair capital estrangeiro de longo prazo e posicionar o país ainda mais na condição de líder em economia de baixo carbono perante as grandes potências”.A 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária ocorre de 1º a 4 de setembro, no Nikkey Palace Hotel, com mais de 80 palestrantes nacionais e internacionais e programação de debates ao longo de 40 horas. O encontro reúne autoridades, gestores, executivos, especialistas, acadêmicos e formadores de opinião para discutir contextos, perspectivas e tendências do setor.O post AEAMESP defende planejamento metroferroviário para ampliar competitividade no Brasil apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.