O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) oficializaram na última semana a Aliança pelo Voto Livre e Secreto. A iniciativa atua preventivamente e no combate direto ao assédio no ambiente de trabalho no período das eleições 2026.Por meio de um acordo de cooperação técnica, as instituições estruturaram uma rede de conscientização voltada ao setor corporativo. A mobilização busca assegurar a total independência do trabalhador na votação, blindando as companhias contra ingerências hierárquicas e contingências jurídicas.Monitoramento automatizado na Justiça do TrabalhoA fiscalização sobre as organizações conta com o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), que passou a adotar o envio automatizado de dados às corregedorias e a notificação imediata de indícios ao MPT e ao Ministério Público Eleitoral (MPE). A rastreabilidade digital acelera a apuração de denúncias e reduz a margem de impunidade nas corporações.Para o setor produtivo, a coação política de colaboradores pode acarretar impactos financeiros expressivos se comprovada. Além de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e ações civis públicas movidas pelo MPT, acionamentos judiciais podem gerar multas indenizatórias. O funcionário coagido pode pleitear a rescisão indireta do contrato de trabalho por justa causa do empregador, gerando verbas rescisórias integrais e danos morais.A responsabilidade legal do assédio eleitoral pode atingir diretamente a pessoa física dos executivos. Práticas de coação, ameaças ou oferta de benefícios em troca de votos configuram crime eleitoral por abuso de poder econômico e constrangimento ilegal, de acordo com a Justiça. Os dirigentes e supervisores envolvidos ficam sujeitos a sanções penais e responderão pessoalmente nos âmbitos trabalhista e criminal.Governança ESG e campanha institucionalSob o slogan “No meu voto mando eu”, a campanha disponibiliza materiais educativos gratuitos para integração aos canais de comunicação interna. A adesão formal ao pacto reforça a política ESG e o cumprimento do compliance. *Sob supervisão de Gustavo Porto