O Bitcoin é negociado nesta segunda-feira (10) próximo de US$ 65 mil, cerca de R$ 330,9 mil, com alta de 0,2% nas últimas 24 horas e valorização de 3,9% na semana. O ativo voltou a testar a zona de resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil e segue acima da média móvel simples de 200 semanas, hoje próxima de US$ 64 mil — um indicador técnico observado pelo mercado para avaliar a tendência de longo prazo do preço.A força recente do Bitcoin vem de três frentes principais: entradas relevantes nos ETFs à vista do ativo (fundos negociados em bolsa que compram Bitcoin diretamente, permitindo que investidores institucionais acessem o mercado sem precisar custodiar a criptomoeda), melhora do apetite por risco entre investidores e aumento da correlação do BTC com o ouro. Para o Bitcoin ganhar mais força, o cenário ideal seria romper a região dos US$ 65 mil a US$ 67 mil com continuidade do fluxo positivo nos ETFs.Leia também: Strategy volta às vendas e liquida US$ 109 milhões em BitcoinETFs voltam a puxar o mercadoEntre os dias 3 e 10 de agosto, os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA registraram entrada líquida de aproximadamente US$ 853,5 milhões, a maior captação semanal desde meados de abril e a terceira melhor semana de 2026. O dado indica retomada do apetite institucional justamente em uma faixa de preço considerada relevante para o rompimento técnico.O movimento também apareceu no Ethereum: os ETFs à vista de ETH somaram cerca de US$ 245 milhões em entradas na semana, também o maior volume desde abril. Isso sugere que a retomada de interesse não está restrita ao Bitcoin, mas se estende a outras criptomoedas.Bitcoin se aproxima do ouroUm sinal adicional vem da correlação entre Bitcoin e ouro, que chegou a 0,57 na janela de 30 dias — o maior nível desde o início de janeiro de 2025. Quanto mais próxima de 1, maior a tendência de dois ativos se movimentarem na mesma direção; quanto mais próxima de 0, menor a relação entre eles.O movimento reflete a busca por ativos escassos em um momento de preocupação fiscal nos Estados Unidos. Os juros dos títulos do Tesouro americano de 10 anos voltaram a 4,66%, nível não visto desde janeiro de 2025, depois de terem ficado abaixo de 4% em março. Quando o custo de financiar a dívida pública sobe, investidores tendem a olhar com mais atenção para ativos como ouro e Bitcoin, considerados reservas de valor.O ouro acumula alta de cerca de 7,3% no mês, negociado perto de US$ 4.336, impulsionado por entradas em ETFs do metal e compras de bancos centrais, especialmente da China.CPI e PPI serão os grandes testes da semanaO principal evento da semana é o CPI (índice de preços ao consumidor, que mede a inflação nos EUA) de julho, divulgado na quarta-feira (12). A expectativa é de desaceleração no núcleo da inflação, de 2,6% para 2,5% em 12 meses, e recuo na inflação cheia, de 3,5% para 3,4%.O dado ganhou peso adicional depois do payroll (relatório mensal de empregos dos EUA) fraco divulgado na sexta-feira (7), que mostrou 23 mil demissões líquidas contra uma expectativa de 85 mil contratações. Uma leitura de inflação também abaixo do esperado pode reduzir a pressão por novas altas de juros do Federal Reserve, cenário considerado positivo para criptomoedas.Na quinta-feira (13), será divulgado o PPI (inflação ao produtor), que pode antecipar pressões futuras sobre os preços ao consumidor. Dados de CPI e PPI acima do esperado poderiam dificultar o rompimento do Bitcoin acima dos US$ 67 mil, enquanto números mais fracos reforçariam o otimismo do mercado.Se você quer investir em criptomoedas com segurança, o Mercado Bitcoin oferece um benefício especial aos nossos leitores: use o cupom PORTAL250 no cadastro e ganhe R$ 50 de bônus em Bitcoin ao comprar R$ 250 em ativos. Clique aqui para abrir sua conta.O post Bitcoin hoje: BTC sobe para US$ 65 mil com fluxo forte de ETFs e busca por reserva de valor apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.