Na mira da PF, irmão e suplente de Ciro declara R$ 21 milhões ao TSE

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Estreante na política, o empresário Raimundo Nogueira, candidato a primeiro suplente na chapa do irmão Ciro Nogueira (PP-PI) ao Senado Federal, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral patrimônio de R$ 19.206.729,59.Raimundo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.Segundo investigadores, ele administra a CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que teria sido utilizada para receber suposta mesada do banqueiro Daniel Vorcaro.3 imagensFechar modal.1 de 32 de 3Presidente do PP, Ciro Nogueira integra a cúpula da federação, que optou por não apoiar nenhum presidenciável nacionalmenteKEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo3 de 3Senador Ciro Nogueira (PP-PI) KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografoA declaração de bens apresentada ao TSE inclui participações societárias, aplicações financeiras, imóveis rurais e urbanos, veículos, dinheiro em espécie e ações. Leia também Milena TeixeiraCiro reduziu participação em empresa que recebeu propina de Vorcaro Milena TeixeiraPreso e condenado a 36 anos, Binho Galinha registra candidatura no TSE Milena TeixeiraCandidato apoiado pelo PT em SE articulou impeachment de Dilma Entre os principais ativos informados estão ações avaliadas em R$ 5 milhões, uma participação societária de R$ 3,9 milhões, quotas empresariais que somam mais de R$ 3,3 milhões e aplicações de renda fixa superiores a R$ 3 milhões.O patrimônio também reúne dezenas de terrenos, parte deles recebidos por herança , uma propriedade rural, dois veículos, valores em reais, dólares e euros, depósitos bancários, consórcio de automóvel e outros investimentos financeiros.O que diz a PFSegundo a PF, a CNLF adquiriu 30% de participação societária na Green Investimentos S.A., empresa que os investigadores apontam como controlada por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.Um dos principais pontos da investigação é o valor atribuído à operação. De acordo com a Polícia Federal, a CNLF pagou R$ 1 milhão por uma participação societária que teria valor estimado em R$ 13 milhões.Para embasar a suspeita de subavaliação do negócio, os investigadores citam mensagens nas quais Felipe Vorcaro teria informado a Daniel Vorcaro que os dividendos da Green Investimentos e da Trinity poderiam chegar a R$ 2,4 milhões, referentes a uma participação de 20% nas empresas.A PF afirma ainda que Felipe Vorcaro, então presidente da Green Investimentos, estruturou um fluxo de pagamentos para a CNLF por meio da BRGD S.A.Segundo a investigação, mensagens apreendidas fazem referência a uma “parceria BRGD/CNLF”, que teria resultado em pagamentos mensais de R$ 300 mil destinados ao senador Ciro Nogueira. Os investigadores afirmam que os valores teriam sido posteriormente elevados para R$ 500 mil.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE