O novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, toma posse nesta sexta-feira (7/8) diante de um forte esquema de segurança. A cerimônia será em Cali, a mais de 400 km de Bogotá. Pela primeira vez em mais de 200 anos, uma posse presidencial não será na capital. A decisão de fazer a cerimônia em Cali partiu de Espriella e foi polêmica. Tradicionalmente, as posses ocorrem no Congresso, em Bogotá, mas Espriella queria transferi-la para uma base militar.O presidente Gustavo Petro barrou a medida. Mas, Espriella conseguiu aprovação do Congresso para fazer a cerimônia em um auditório universitário em Cali.“Cali está pronta para viver um dia histórico e tomamos as medidas necessárias para que ele se desenvolva com segurança, mobilidade e todas as garantias para a cidadania”, disse o prefeito da cidade, Alejandro Eder. Leia também EsportesDestaque da Colômbia na Copa do Mundo levou tiro na perna aos 10 anos NegóciosPetrobras descobre gás natural em águas profundas da Colômbia MundoCarro-bomba explode em Cúcuta e deixa 11 feridos na Colômbia EsportesJunior Barranquilla é eliminado pelo próprio time B na Colômbia As forças de segurança da Colômbia se prepararam para possíveis atos terroristas durante a posse. “Esses criminosos provavelmente pretendem interromper este evento democrático com atos terroristas”, disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, à rádio La FM.Estão previstas a presença de cerca de 30 delegações oficiais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai comparecer ao evento. Ele será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.Ainda são esperados os presidentes da Argentina, Javier Milei; Paraguai, Santiago Peña; Chile, José Antonio Kast; e Equador, Daniel Noboa. Além do rei da Espanha, Filipe VI.Tensões políticasA posse de Espriella ocorre em meio a um cenário instável na Colômbia. Gustavo Petro acusa, sem provas, Espriella de fraude eleitoral e disse que não vai comparecer à cerimônia. Ele tem chamado as pessoas às ruas para manifestações contra o novo presidente.O colombiano disse, inclusive, temer uma guerra civil no país. “Estamos diante de uma fraude e de um problema institucional indubitavelmente profundo, que é a posse de um presidente ilegítimo”, afirmou na semana passada.Ao presidente Lula, Petro afirmou ter compromisso com uma “transição pacífica” no país. “Ao indicar que deixará o cargo no dia 6 de agosto, Petro destacou o tempo em que trabalharam juntos. Reafirmou seu compromisso com a democracia e com uma transição pacífica no país. O presidente do Brasil agradeceu ao presidente da Colômbia pela amizade e pela cooperação com o Brasil e o povo brasileiro”, diz nota divulgada pelo governo federal após ligação entre os dois. O evento marca o retorno da direita ao poder na Colômbia. Espriella é advogado criminalista e não tem experiências políticas.